Justiça de SP pede suspensão de material didático com erros graves das escolas do estado – Notícias





A Justiça de São Paulo determinou, nesta segunda-feira (4), em caráter provisório, a suspensão do uso do material digital produzido pela Secretaria Estadual de Educação do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). O R7 teve acesso à ação.

Parte do conteúdo contém erros de informação histórica, geográfica e também de matemática. Entre eles estão as referências de que a cidade de São Paulo possui praia e de que a Lei Áurea não foi assinada pela princesa Isabel. Uma divisão de 36 por 9 tem 6 como resultado.




A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública, atendeu a um pedido de liminar feito pela deputada estadual Maria Isabel Azevedo Noronha, a Professora Bebel (PT).

A decisão dá à secretaria o prazo de 48 horas para que retire os slides das escolas. Isso pelo menos até que o material seja revisado, de acordo com os padrões estabelecidos pelo Ministério da Educação.


 Compartilhe esta notícia no WhatsApp
Compartilhe esta notícia no Telegram


“É possível constatar que no material digital existem erros de conteúdo que merecem ser corrigidos pelo órgão responsável, sob pena de comprometer a qualidade da educação no Estado e prejudicar o processo de aprendizado dos alunos”, diz a juíza na ação.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou, por meio de nota, que até a publicação deste texto não havia sido notificada da decisão judicial, mas que “os materiais utilizados em sala de aula já foram substituídos e nenhuma escola do Estado segue com material didático que contenha as falhas identificadas”.


A Coordenadoria Pedagógica da Pasta afirmou ainda que fará um mutirão com 50 profissionais “para revisar novamente todas as aulas disponibilizadas para a rede no segundo semestre”.

Os erros grotescos estão presentes em slides publicados na plataforma do Centro de Mídias SP. Neles, há ainda informações de que “Jânio Quadros proibiu o uso de biquínis em 1961, quando ele era prefeito de São Paulo”.


O texto diz que “ele emitiu um decreto vetando o uso de biquínis nas praias da cidade”. Esse decreto, contudo, é da época em que Quadros era presidente. E a capital paulista, obviamente, não fica no litoral.


Em nota, na semana passada, a secretaria informou que havia afastado os servidores responsáveis pelos “graves erros didáticos no material digital produzido pela pasta”. 


“A coordenadoria pedagógica da instituição vai reforçar a equipe de revisão para que haja aprimoramentos constantes nos recursos didáticos, sempre em total harmonia com o Currículo Paulista”, acrescentou.



Decisões geraram polêmica



No começo de agosto, o secretário da Educação paulista, Renato Feder, resolveu abrir mão de 10 milhões de livros didáticos fornecidos gratuitamente pelo Ministério da Educação (MEC).

As obras iriam para alunos do ensino fundamental 2 (que vai do 6º ao 9º ano), que passariam a ter apenas material escolar digital. O ensino médio também deixaria de ter livros impressos.


No dia 16, contudo, a gestão Tarcísio voltou atrás e anunciou que vai aderir ao Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) em 2024 e que os alunos terão a opção de estudar com livros impressos.


VEJA MAIS: Mau ou mal? Professor fenômeno da internet aponta os sete erros de grafia mais comuns do português






Portal R7