Jovens têm recorrido cada vez mais aos procedimentos estéticos

Jovens têm recorrido cada vez mais aos procedimentos estéticos

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países que mais realizam cirurgias plásticas, segundo dados da Sociedade Internacional da Cirurgia Plástica (ISAPS, em inglês), com 1,3 milhão de cirurgias realizadas em 2022, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Implantes de silicone, lipoaspiração, entre outros procedimentos, são populares entre as mulheres brasileiras. No entanto, um novo fenômeno tem preocupado a comunidade médica e os pais: jovens entre 18 e 25 anos têm procurado cada vez mais procedimentos estéticos.

Essa informação é de uma pesquisa realizada pela empresa de análise de mercado HSR, para a qual 80% desse grupo etário declarou que gostaria de realizar algum procedimento estético não-invasivo e invasivo.

Alguns procedimentos mais rápidos, menos caros e menos invasivos que a cirurgia, tais como a injeção de ácido hialurônico e toxina botulínica (mais conhecida como botox) ou tratamentos com ultrassom, também estão atraindo um grupo de pacientes mais jovens.

O que explica essa mudança de cenário?

Esse forte interesse por procedimentos estéticos, desde a depilação a laser até a cirurgia plástica, pode ser explicado pela imagem distorcida que as redes sociais e os influenciadores digitais produzem sobre os usuários. As imagens reinam absolutas no TikTok e Instagram, por exemplo, mas são mascaradas por um filtro muitas vezes irreal.

Quando tentam copiar na vida real o que veem nas telas de seus smartphones e computadores, os jovens percebem que aplicativos de edição de imagem não são suficientes, e não hesitam mais em ir ao consultório de cirurgiões para pedir para se parecerem com seus ídolos ou para conseguir produzir uma imagem idealizada de si mesmos.

O problema é que essa expectativa não é isenta de riscos. As exigências às vezes são excessivas, porque as mulheres e os homens se identificam com pessoas que não têm a mesma morfologia que eles, o que pode resultar em rostos e corpos visivelmente alterados.

Como lidar com a situação?

Embora as redes sociais possam ter contribuído significativamente para o aumento dos procedimentos estéticos, os adolescentes têm uma série de razões para se submeter ao bisturi, desde um problema de saúde até mudar uma característica que faz com que se sintam inseguros.

É importante compreender as motivações do adolescente e garantir que ele seja submetido a uma avaliação pré-operatória completa para garantir que seja um candidato adequado para o procedimento desejado.

Apesar da crescente popularidade, a cirurgia plástica na adolescência sofre de falta de diretrizes, e somente cirurgiões qualificados têm hoje a capacidade de determinar quando um procedimento é apropriado.

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