Fuvest é mais difícil que Enem? Candidatos vão encarar prova mais exigente, criativa e direta – Notícias



Estudantes que realizaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos últimos dois domingos devem esperar uma prova diferente na primeira fase da Fuvest, vestibular da USP (Universidade de São Paulo), que será aplicada neste final de semana (19), às 13h (horário de Brasília).


Apesar de o conteúdo cobrado ser o mesmo, com base nos conhecimentos do ensino médio, Enem e Fuvest diferem em formato e abordagem. Enquanto no primeiro as questões são maiores e mais cansativas, na segunda, elas tendem a ser mais conteudistas. 


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“[A Fuvest] É um vestibular que mede o nível de conhecimento do candidato integralmente, avaliando a base teórica”, diz Pedro Oscar Lorencini Junior, coordenador pedagógico do cursinho Poliedro.


Como as perguntas são mais diretas, com enunciados curtos e melhor escritos, não é costume que elas deem margem à dupla interpretação. Mas os testes demandam rapidez de leitura e de interpretação para chegar à resposta certa.

Além disso, os enunciados devem aparecer embaralhados, sem divisão por área do conhecimento, e muitos podem misturar conhecimentos de disciplinas distintas, as famosas questões interdisciplinares.



“Muitas trazem conceitos básicos, mas cobrados de modo muito criativo, o que, por vezes, pode confundir”, afirma João Pitoscio Filho, coordenador do cursinho Etapa.


Ele lembra que, nas últimas edições, as questões de ciências da natureza (física, química e biologia) tiveram um certo alinhamento entre as duas provas. Tanto no grau de dificuldade quanto no modelo do enunciado.


Para Bárbara Espuny, professora e mentora do Colégio Pentágono, o aluno bem preparado consegue, ao ler o enunciado, já determinar se a questão demanda uma resolução longa ou mais simples.


Outra dica é conferir edições passadas para ver fórmulas que se repitam.


Por fim, a Fuvest ainda cobra uma lista de leituras obrigatórias (confira todas no quadro abaixo) nos testes de português e literatura — para os quais não dá para se preparar na última hora. Já deveriam estar lidas. 


Para controlar bem o tempo, Pitoscio aconselha resolver dez ou 15 questões, preencher o gabarito e voltar para a prova. Assim, o candidato cria um ritmo e não faz o gabarito correndo.


* Sob supervisão de Vivian Masutti












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