Fuvest 2024: redação para a USP é diferente do Enem; saiba como organizar seu texto – Notícias



Estudantes que farão a Fuvest neste domingo (19) já podem começar a se preparar para a redação, que acontece na segunda fase do processo seletivo para a USP (Universidade de São Paulo), em dezembro.

Isso porque ela cobra habilidades diferentes das avaliadas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).


De longe, a grande diferença é o fato de a Fuvest não exigir uma proposta de intervenção para solucionar o problema levantado nos textos de apoio.


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“A Fuvest quer saber se o estudante consegue problematizar e discutir as perspectivas sobre os fenômenos sociais, políticos e científicos, por exemplo. Sem que seja necessário pensar exclusivamente em uma forma de resolvê-los”, afirma Luiz Carlos Dias, coordenador de redação do Colégio Etapa.



Os participantes devem se posicionar criticamente, em 30 linhas ou menos, sobre a frase temática e seguir a estrutura dissertativo-argumentativa.


Na edição do ano passado, foi preciso discorrer sobre o impacto da sua visão de mundo nas questões de refugiados ambientais e vulnerabilidade social.


Bárbara Espuny, professora e mentora do Colégio Pentágono, afirma que a Fuvest “exige uma reflexão e uma análise social mais aprofundadas”.


Além do título obrigatório, é aconselhado ao candidato que estruture os argumentos em quatro parágrafos:


• Introdução: contextualização e tese/opinião;

• Desenvolvimento um: fundamentação, análise e exemplificação;

• Desenvolvimento dois: fundamentação, análise e exemplificação;

• Conclusão: retomada dos pontos-chave da argumentação.


“Uma boa redação demonstra traços de autoria, ou seja, evita lugares-comuns, uso de frases prontas e citações sem fundamento ou distantes da realidade do escritor”, fala Dias.


O texto é avaliado conforme três critérios: capacidade de mobilizar conhecimentos e opiniões; argumentar de forma coerente e pertinente; e articular eficientemente, expressando-se de modo claro e adequado.


A redação vale 50 pontos e faz parte da segunda fase do processo, com a prova discursiva de português. A nota final do candidato é uma média da primeira e da segunda fase — e, quando há, soma-se ainda a nota da prova de competências específicas.


* Sob supervisão de Vivian Masutti



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