Fui mal no Enem, vale a pena fazer a prova do segundo dia? – Notícias

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No último domingo (21) estudantes de todo o país participaram do primeiro dia de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2021. A prova foi considerada com nível de dificuldade média pelos professores e cansativa por muitos participantes.


O estudante que não foi bem, deve fazer a segunda prova no próximo domingo (28)? A primeira dica é não desistir. Os professores ouvidos pelo R7 orientam que vale a fazer a segunda prova sim. Agora, vale revisar o conteúdo estudado ao longo do ano e focar na segunda prova, que será realizada no próximo domingo (28).





Alfredo Terra Neto é orientador educacional do curso pré-vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP) explica que dependendo do curso e da universidade que o estudante escolher, há boas chances de aprovação. “É importante ter em mente que não é possível saber com exatidão o quanto um participante foi bem ou mal na prova, porque o Enem usa a TRI (Teoria de Resposta ao Item)”, esclarece.


De acordo com a TRI, um aluno deve se sair bem na prova, se houver coerência pedagógica na prova. “Dois alunos que tenham o mesmo número de acertos podem ter notas muito diferentes, pois o Enem entende que é incoerente um aluno errar questões fáceis e acertar questões difíceis”, explica Neto.





“Por outro lado, um aluno que acerta todas as questões fáceis da prova, tem uma boa coerência pedagógica”, diz. “Sendo assim, é muito importante levantar a cabeça e seguir com firmeza para a segunda semana de preparação para o segundo dia de prova”, avalia.


Outro ponto observado por Terra Neto é que a redação pode valer até 50% da nota final do exame.”Portanto, o estudante deve continuar lutando, porque pode ter um excelente resultado na redação ainda que sua pontuação bruta na prova não tenha sido tão boa, o que em tese, pode levar a ser aprovado da mesma forma”.


O diretor do Curso Anglo, Daniel Perry, destaca que “neste momento é importante manter o foco dos estudos para a próxima avaliação, temos visto que o Enem tem seguido um padrão das provas anteriores, e o que vale é o resultado final”, explica. Para Perry, o número de acertos sem dúvida é um indicativo do desempenho do estudante, mas não é o motivo que deva fazer o participante desistir do segundo dia de provas.



Fui mal na redação, e agora?



Claudio Falcão, diretor do Sistema de Ensino PH, reforça que realizar a prova do segundo dia é fundamental, mesmo o estudante não tendo uma boa percepção a respeito de seu desempenho na redação. “Devemos considerar que a nota negativa na redação é uma interpretação do aluno e não necessariamente o resultado final”, diz. “Ele não tem como saber se foi mal antes da correção do texto, que é feita por dois corretores”, esclarece.


“Por isso, mesmo com a sensação de um desempenho abaixo do esperado, é importante que o candidato não se deixe abalar e esteja presente nos dois dias”, complementa Falcão.


Fernando Santo, gerente de inteligência educacional e avaliações do Poliedro Curso, avalia que o estudante deve aguardar o resultado da correção da redação para o planejamento da sua trajetória acadêmica. “Somente após o resultado que o participante terá a certeza se vai conseguir ou não pleitear uma vaga na universidade”, relata.


Santo ainda explica que a participação do estudante na prova do próximo domingo (28) é válida. “Todo conhecimento adquirido e a experiência no exame já é um treino. Continue empenhado nos estudos e não deixe a peteca cair nesta reta final.”



Enem 2021



Ao todo, dos 3,1 milhões de inscritos, 74% compareceram ao exame no 1º dia de prova que ocorreu no último domingo (21). O segundo dia de prova está marcado para o dia 28 de novembro com as provas de ciências da natureza e matemática.





O Enem seleciona estudantes para vagas do ensino superior públicas, pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), para bolsas em instituições privadas, pelo Prouni (Programa Universidade para Todos), e serve de parâmetro para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Os resultados também podem ser usados para ingressar em instituições de ensino portuguesas que têm convênio com o Inep.


*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder





Fonte: Fonte: R7