Estrangeiros nos EUA com visto de estudante matriculados em escolas que terão 100% das aulas on-line devem deixar o país, diz governo

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Outra solução é encontrar escolas com ensino presencial no novo ano letivo, que começa entre agosto e setembro. Caso contrário, aluno estrangeiro pode ser retirado dos EUA. Donald Trump pede retorno às salas de aula. Campus da Universidade Harvard, nos EUA, em foto de 10 de março
Brian Snyder/Arquivo/Reuters
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (6) novas medidas para estudantes estrangeiros portadores dos vistos F-1 e M-1. Uma delas determina que alunos matriculados em instituições cujas aulas continuarão 100% on-line deixem o país ou mudem para escolas com ensino presencial. Caso contrário, podem sofrer sanções das autoridades imigratórias, inclusive a remoção.
No caso de escolas com aulas presenciais e à distância, o governo dos EUA permitirá que apenas alunos com visto F — visto para cursos acadêmicos — poderão cursar uma ou mais disciplinas on-line, desde que não seja o curso inteiro.
Essa flexibilidade não vale para estrangeiros com o visto M (para educação profissionalizante) ou que estejam no país para estudar inglês. Nesses casos, os estudantes deverão fazer todas as aulas presencialmente.
Reabertura de escolas e universidades
A decisão foi tomada em um momento nos EUA em que as instituições de ensino discutem se retomarão as aulas presenciais, interrompidas por causa da pandemia do novo coronavírus. Algumas universidades admitiram que não reabrirão até 2021 — ou seja, depois do prazo determinado pelo governo.
Nesta segunda-feira, o presidente Donald Trump — que já chegou a criticar governadores que se apressaram na reabertura das atividades durante a pandemia — pediu o retorno das aulas ainda nos próximos meses.
“As escolas devem abrir no outono!”, tuitou Trump.
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Os números do novo coronavírus, no entanto, não param de crescer nos EUA: o país registra quase 3 milhões de casos, no acumulado desde o início da pandemia, e mais de 130 mil morreram por causa da Covid-19. Estados como Flórida e Texas tiveram de voltar atrás nas medidas de reabertura.
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Fonte: Fonte: G1