Enem 2021: como o atentado de 11 de setembro pode cair na prova – Notícias

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Por ser considerado um marco da virada do século e completar 20 anos em 2021, o ataque do 11 de setembro de 2001 e os conflitos dele decorrentes devem ganhar ainda mais destaque no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e nos principais vestibulares do país. A ascensão do Talibã no Afeganistão reforça ainda mais a importância do tema.


Para entender como o tema pode ser cobrado no Enem 2021 e nos demais vestibulares, o R7 entrevistou o professor de história e consultor do Sesi (Serviço Social da Indústria) Leonardo Augusto e a professora Renata Barboza Rodrigues de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) São Paulo.


Segundo Renata Barboza, “o 11 de setembro convoca os estudantes a pensarem os conceitos de Estado, governo, guerra, guerrilha, laicidade, soberania, economia, patriotismo, xenofobia, culturas e etnias, preconceitos, entre outros conceitos amplos que auxiliam o estudante no processo de aprendizagem para diferentes temporalidades e territorialidades”.



Para a professora de ciências humanas, o assunto nunca saiu dos principais vestibulares. “Ele pode ter se ausentado em algumas edições, mas periodicamente se apresenta. Com a tomada de poder do Talibã no Afeganistão, temos uma grande probabilidade de que o assunto volte este ano”, diz.


Vale lembrar que as áreas de humanidades trazem as questões de um passado distante ou recente de acordo com os questionamentos atuais e imediatos. Ainda de acordo com a professora, olhar os acontecimentos passados vai além de adquirir autoconhecimento, mas é ter repertório para aprender a fazer leituras da realidade em que se encontra.



As motivações e os resultados do ataque também devem ser incluídos no cronograma estudantil. “São perguntas básicas como o quê, quem, onde, como, quando e porquê que o estudante saberá o básico do assunto e conseguirá se atualizar das informações com fatos do presente e criar relações com os acontecimentos do passado”, explica Renata.


Enem x Talibã


Para o professor Leonardo Augusto, os conflitos podem cair no Enem e também nos principais vestibulares de 2022. “São 20 anos de uma gigantesca tragédia. São conflitos mal resolvidos na Guerra Fria que explodiram no 11 de setembro de 2001”, lembra.



“O atentado de 11 de setembro foi um marco que simboliza uma nova geopolítica (nova ordem mundial). Este marco aponta para os novos conflitos que vivemos atualmente”, diz. Vale destacar que após 20 anos do atentado os Estados Unidos retirou a tropa militar dos Afeganistão, que naquela época ocuparam o país atras do terrorista saudita Osama Bin Laden, morto durante uma ação da Marinha dos Estados Unidos em 2011.


Ainda segundo os profissionais de educação, é recomendável que o estudante esteja preparado para questões relacionadas à motivação do atentado, buscando dar relevância aos sistemas de proteção interna e fronteiriça dos países e à soberania exercida sobre os outros Estados.


Redação


No Enem, a redação está atrelada as questões de direitos humanos e cidadania. O participante deve apresentar o tema e a situação-problema que serão discutidos ao longo da redação. O ideal é que seja feito de maneira breve, de dois ou três períodos curtos, avalia os educadores.


Como sugestões de temas que possam cair no Enem 2021, Renata Barboza aposta em torno das realidades escancaradas pela pandemia. “Qualidade de vida, saúde física e mental, infraestrutura (desde internet a saneamento básico), violência doméstica e evasão escolar”, avalia a professora.


Saiba como estudar atualidades para o Enem e vestibulares



*Estagiário do R7 sob supervisão de Clarice de Sá



Fonte: Fonte: R7