Como ajudar um adolescente que tem poucos amigos e sofre de solidão?

A timidez na adolescência é normal. Nessa fase da vida, os jovens estão passando por muitas mudanças e descobertas, e essas transformações podem ocasionar um afastamento dos amigos e familiares. Portanto, quando deixam de se relacionar com as pessoas e interagir tornam-se um problema social, é hora de começar a se preocupar.

Um adolescente isolado socialmente pode experimentar sentimentos intensos de solidão. Obviamente, na fase em que a motivação natural é estar entre pares, algo não está normal nesse comportamento. Normalmente a autoestima encontra-se muito abalada e é necessário a verificação dos fatos. Se essa situação se tornar crônica, pode gerar as seguintes consequências:

  • Dificuldade para dormir, muitas vezes trocando o dia pela noite;
  • Aumento da incidência do uso de álcool e drogas como automedicação para a dor da solidão;
  • Níveis mais elevados de depressão e ansiedade;
  • Diminuição dos cuidados pessoais, como banho, higiene e alimentação;
  • Visão negativa e sentimento de desesperança;
  • Aumento do risco de suicídio.

É de extrema importância que essa situação de isolamento não se arraste. Portanto, pais e responsáveis devem tomar a frente para resolver o problema. Verifique se o adolescente não está sofrendo bullying nos ambientes escolares ou outros.

É preciso ajudá-lo a se integrar mais efetivamente nas comunidades. Caso esse procedimento seja possível, você conseguirá facilmente resolver o problema. Se ele resistir aos seus convites e manter-se isolado, você terá de buscar ajuda especializada.

Mas o que você pode fazer?

Se aproxime de seu filho. A primeira dica é fundamental não apenas quando falamos sobre o processo de fazer amigos, mas para todos os aspectos da vida do adolescente. Como que você pode saber que seu filho está com algum problema de relacionamento, se ele não fornece nenhuma informação para você? Ou quando indica, não consegue evoluir o assunto com você, para poder ajudá-lo?

Ao conseguir proximidade, com diálogo aberto e propício, você terá realizado um grande passo. Entender esse momento e conseguir evoluir nessa relação entre vocês, já é uma grande conquista.

Procure estimular seu filho a programar oportunidades de lazer, atividades esportivas, musicais, espirituais, ou até mesmo, atividades profissionais técnicas ou sociais, que sejam do interesse dele e agradável para ocupar seu tempo e ampliar a rede de relacionamentos.

Você precisa ajudá-lo a descobrir qual dessas atividades que podem fazer bem à ele e consequentemente trazer oportunidades de relação interpessoal. Como vimos anteriormente, não espere a situação se agravar. Pais precisam ter os olhos abertos nessa fase e cumprirem com seu papel, para oferecerem uma vida socioemocional plena nessa fase da vida.

Uma conexão emocional verdadeira, livre de críticas e censuras que afastem seu filho de você, deve estar presente para que a situação possa ser resolvida. Isso tem de ficar bem claro. Utilize toda sua capacidade de empatia, paciência para gerar proximidade e conquistar o vínculo efetivo com seu filho adolescente, é o melhor caminho. Depois avance com os próximos passos para atingir o objetivo.

Fonte: Fonte: R7