Com corte de 21% no orçamento para auxílios de alunos, UFSCar vai ter programa para doações | São Carlos e Araraquara

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A previsão de corte de R$ 2,2 milhões do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) para a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), neste ano, pode afetar a concessão de bolsas de auxílio estudantis e até pesquisas, segundo a reitoria.

O Pnaes garante a permanência e conclusão dos estudantes no ensino superior com a bolsas de moradia, alimentação, transporte, entre outras. Neste ano, a universidade deve receber R$ 8,3 milhões, queda 21% de em relação ao ano passado.

O orçamento total da UFSCar previsto para 2021 é de R$ 41 milhões e a universidade busca alternativas como um programa de fomento à permanência estudantil para doações.

Somente em São Carlos cerca de 2 mil estudantes recebem algum tipo de auxílio estudantil. O recurso enviado pelo governo é muito baixo e, por isso, a universidade faz um complemento para que esses alunos possam se manter.

A estudante da UFSCar Thaís Ribeiro de Sena — Foto: Reprodução/EPTV

“A bolsa moradia, ela veio no momento que eu mais precisava, quando minha mãe perdeu um dos empregos que ela tinha, porque eu não ia mais conseguir me manter em república. Se, a universidade disser amanhã que eu não tenho bolsa, então eu tenho que parar minha universidade e procurar um emprego para o aluguel”, disse a estudante Thaís Ribeiro de Sena.

Para não deixar esses estudantes abandonados, a universidade já começa a buscar alternativas.

‘Um programa de fomento à permanência estudantil, com a possibilidade de doações de pessoas físicas, jurídicas, dotação orçamentária da própria fundação”, disse o pró-reitor de assuntos comunitários e estudantis, Djalma Ribeiro Júnior.

O programa será divulgado em breve e dúvidas já podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected]

Campus da UFSCar em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

Desde 2015 as universidades federais vem sofrendo com o corte nos repasses de verbas do governo. A verba atual é 50% menor em relação a 5 anos atrás.

“A universidade foi se adaptando e reduzindo despesas a um ponto que a gente não consegue reduzir mais. Então, qualquer corte agora significa inviabilizar algumas ações da universidade”, afirmou a reitora Ana Beatriz de Oliveira.

A reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira — Foto: Reprodução/EPTV

O corte pode impactar inclusive nas pesquisas, que estão se mostrando cada vez mais importantes.

“O pesquisador capta recurso de pesquisa fora da universidade, nas agências de fomento, mas é a universidade que garante o pagamento da energia elétrica, do setor de limpeza, a contratação de técnicos de laboratório. Então, sim, esse impacto orçamentário também atinge forma talvez um pouco mais indireta as pesquisas”, destacou a reitora.

O orçamento das universidades federais ainda não está fechado. Ele é determinado pela Lei Orçamentária Anual (Loa) 2021. A lei foi aprovada no final de março e aguarda a sanção presidencial.



Fonte: Fonte: G1

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