Com alta do Pix, DOC deixará de ser uma opção de transferência em 2024

Esqueceu o método DOC? Assim como você, muitos brasileiros não lembram da transferência tradicional após a chegada do Pix. Certamente não dá para lembrar quando foi a última que realizou uma transferência do TED ou DOC. O Pix chegou com uma proposta instantânea, sem tarifas e está desbancando o DOC para o ano de 2024.

O DOC é a sigla que representa o Documento de Ordem de Crédito e está ativo desde 1985 no Brasil. O limite da transferência é de R$ 4.999,99 por dia, com prazo de um ou dois dias úteis para ser concluído. Após longos anos de utilidade para os brasileiros, a ferramenta tem data marcada para deixar de existir. Entenda o motivo!

DOC irá acabar em 2024

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na última quinta-feira, 4, informou que o DOC deixará de ser oferecido em fevereiro do próximo ano por causa da falta de interesse da população para realizar a transferência. Em 2022, por exemplo, foram apenas 59 milhões de transações feitas no DOC.

“O uso dessas operações vem caindo continuamente nos últimos anos, principalmente após o lançamento do Pix, em novembro de 2020”, disse o comunicado da Febraban.

Junto com o anúncio, divulgaram o calendário de limite de transações e até quando a opção estará disponível.

No dia 15 de janeiro de 2024, às 22h, os brasileiros poderão agendar a última transferência pelo método. Somente no dia 29 de fevereiro do mesmo ano que o encerramento será concluído pelas instituições bancárias.

Durante o mesmo período em 2022, o Pix registrou cerca de 24 bilhões de transações. O DOC ficou atrás até mesmo do cheque, que é uma transação mais antiga, registrando cerca de 202,8 milhões de repasses no ano passado. Atrás do Pix, ficaram os cartões de crédito com 18,2 bilhões e os cartões de débito, logo em seguida, que registraram 15,6 bilhões.

O boleto, em quarto lugar, apresentou 4 bilhões de transações, seguido do TED com 1,01 bilhão. De todos os métodos, somente o DOC permaneceu na casa dos milhões.

Fonte: Fonte: R7