Candidatos do Enem reclamam de pouco distanciamento social nas salas | Rio de Janeiro

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Candidatos que fizeram o Enem neste domingo (17) no Rio de Janeiro reclamaram do pouco distanciamento social entre as cadeiras nas quais fizeram as provas.

Na Uerj, na Zona Norte do Rio, tradicionalmente um dos maiores locais de prova do estado, estudantes ficaram incomodados pela falta de espaço entre eles e relataram salas lotadas.

“As cadeiras estavam separadas pra frente, mas na lateral, a distância era bem pequena. Não tinha aquilo de pular uma carteira pro lado. E a sala estava cheia. Mas ninguém reclamou, ninguém falou nada. Eles deveriam ter adiado a prova, mas não adiaram. Agora, quem vai querer perder um ano de estudo. Não dá pra simplesmente perder”, disse Jenifer Nascimento dos Santos, de 19 anos, que tenta uma vaga para cursar psicologia.

A estudante Luana Costa, 17 anos, que pretende cursar direito, contou que o distanciamento dentro da sala estava exatamente igual ao do ano passado, quando ela também fez a prova do Enem.

Ela contou que na sala dela nem todos os candidatos estavam com uma cadeira de distância entre eles.

“O distanciamento foi o mesmo que do ano passado. Não teve muita diferença por conta do Covid. Na minha sala tinha bastante gente próxima, sem a distância de uma cadeira. Isso pro lado e pra frente também. Na minha fileira tinha gente na minha frente e do meu lado. E a gente faz a prova preocupada com isso, incomoda um pouco”, contou Luana.

A falta de distanciamento se repetiu em outros locais da cidade. No Colégio Estadual Doutor Albert Sabin, em Campo Grande, na Zona Oeste, alguns alunos disseram que o exame foi realizado em salas lotadas e sem ventilação.

O jovem Pedro, de 16 anos, disse que sua sala tinha aproximadamente 30 pessoas e que o distanciamento social não foi respeitado no local.

Para a mãe do rapaz, Taís Ferreira, a situação é muito preocupante e coloca em risco os estudantes e todos os profissionais que estiveram na escola neste domingo.

“Eu fico muito preocupada. No meio de uma pandemia, com a alta dos casos, isso é um risco. A gente viu na TV que todos os cuidados seriam tomados, mas a realidade foi totalmente diferente. Não teve distanciamento, as salas cheias e sem ventilação. Encarar 5h30 de prova, com o calor que tava hoje, sem ventilador, é um desrespeito muito grande”, disse Taís Ferreira.

Dificuldade na preparação

Além das dificuldades durante o exame, outro problema compartilhado pela grande maioria dos estudantes esse ano foi em relação a preparação para a prova.

Praticamente todos os alunos concordaram que o ano de pandemia foi muito prejudicial para os estudos.

“Eu não tive nenhum dia de aula presencial ano passado. Mesmo estudando em escola particular, as aulas não voltaram. Eles preferiram não voltar e isso atrapalha. A única preparação que eu tive foi em casa, mesmo assim não é a mesma coisa, as vezes a internet não funciona tão bem. São vários problemas”, contou Luana Costa, que também reclamou do forte calor na sala.

Moradora da Maré, Ludmila fez a prova do Enem na Uerj — Foto: Raoni Alves/G1

Na opinião de Ludmila de Jesus, de 18 anos, moradora do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, a maior dificuldade foi ter que estudar no sistema de ensino a distância.

“Esse ano foi bem difícil pra estudar. A pandemia atrapalhou muito. Eu fiz um curso preparatório militar e a maior parte dele foi a distância. E isso dificultou muito. Faltava aquele contato com os professores, na hora de tirar dúvidas é mais difícil. O presencial é muito melhor, o professor consegue perceber mais as dúvidas. Tem essa diferença que atrapalhou”, contou Ludmila.

Quase 390 mil pessoas eram esperados para fazer a versão impressa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Rio de Janeiro neste domingo (17).



Fonte: Fonte: G1

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