Candidatos do Enem digital relatam dificuldade para visualizar o local de prova | Enem 2020

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Parte dos candidatos da versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 ainda não sabe onde fará a prova, que será aplicada daqui a menos de uma semana, em 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a informação está disponível desde 15 de janeiro na página do participante e foi acessada, até o dia 20, por 43% dos inscritos.

No entanto, estudantes relatam que o campo com o endereço aparece em branco. Eles tentam ligar para o Inep, mas não são atendidos.

“Não aparece nada na página do Enem. Faz um tempão que estou tentando: já mandei e-mail, liguei, mas não consigo conversar com atendentes humanos – fiquei mais de uma hora ouvindo mensagens automáticas”, afirma o candidato Pedro Augusto Ferreira, de 17 anos.

Ele fará um vestibular em Três Lagoas (MS) na sexta-feira, 29 de janeiro. Logo em seguida, deve voltar para Cuiabá, onde mora, para prestar o Enem digital no dia 31.

“São mais de 2 mil km de estrada, sem a certeza de que vou conseguir fazer a prova. Sem o endereço, fica impossível”, conta.

Botão “local de prova” não leva a nenhuma outra página, segundo candidatos do Enem digital. — Foto: Reprodução

O G1 entrou em contato com o Inep para saber se há uma previsão para que o problema seja resolvido, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

Nas redes sociais, também há queixas sobre a impossibilidade de visualizar o local de prova:

Enem digital: formato estreante

Pela primeira vez, o Enem terá, além da tradicional prova impressa, uma versão virtual. Dos mais de 100 mil inscritos na nova modalidade, 96.086 confirmaram a participação no exame.

Em dezembro, o presidente substituto do Inep, Camilo Mussi, deu mais detalhes sobre o formato ao G1:

1- Como impedir a ‘cola’?

Segundo Mussi, os computadores não terão acesso à internet nem lerão CDs ou dispositivos conectados por cabo USB. O candidato também não conseguirá usar programas de edição de texto (como Word) ou calculadora.

“É um ambiente específico que só permite que o estudante veja a prova do Enem. E haverá todo o esquema de segurança já usado na edição impressa, como fiscais na sala de aula e nas idas ao banheiro”, diz.

2- Vai ter câmera de vigilância?

Na edição de 2020, não haverá o uso de câmeras de vigilância, mesmo nos laboratórios que já tenham o equipamento de segurança instalado. “A gente ainda está pensando em como será no futuro. Mas, por enquanto, nada de filmagem”, diz o presidente substituto do Inep.

3- Como será a disposição de computadores? Um atrás do outro?

O Inep selecionou instituições que tivessem um padrão mínimo de tecnologia nos computadores, com orientações específicas sobre tamanho do monitor, capacidade de memória e modelo de processador. Mas a disposição das máquinas na sala de aula vai depender de cada local de prova.

“Em alguns, pode ser que seja um [formato de] U, com um computador ao lado do outro. Em outros, uma máquina atrás da outra, enfileirada. O importante é garantir certo distanciamento entre os candidatos, por causa da pandemia”, diz Mussi.

Assim como na versão impressa, serão quatro cores de prova, com ordens diferentes de questões. Na distribuição de lugares, haverá o cuidado para que o exame de um aluno nunca seja igual ao de quem está ao seu lado, dificultando a “cola”.

Protocolo de saúde para a versão digital será o mesmo da versão impressa.

4- Quantos computadores haverá por sala?

Segundo Camilo Mussi, a média será de 25 computadores por sala.

5- Como selecionar as alternativas?

As questões de múltipla escolha serão respondidas no computador. “O candidato clica em uma das alternativas e, em seguida, dá um ‘salvar’”, diz Mussi.

6- Vai dar para levar o ‘gabarito’ para casa?

Na versão impressa do Enem, os alunos que ficam no local de prova até os 30 minutos finais podem levar para casa o caderno de questões. Assim, quando o Inep divulga o gabarito oficial, é possível conferir as próprias respostas e ter uma ideia do número de acertos.

No Enem digital, como não há questões impressas, o candidato pode escrever na folha de rascunho quais foram as alternativas assinaladas. Mas, da mesma forma, a possibilidade de levar o papel consigo só valerá para quem esperar até a última meia hora de prova.

7- A redação também é feita no computador?

Não, a redação é manuscrita. Ou seja: o candidato deve levar caneta preta, de tubo transparente, para escrevê-la.

Haverá também uma folha de rascunho para as contas das provas de ciências da natureza e de matemática.

8- O aluno pode escolher onde vai se sentar?

Não. Os lugares serão pré-determinados. Quando o participante chegar, sua prova já estará instalada em um computador específico, com a devida identificação (nome e, caso tenha cadastrado na inscrição, foto).

Para começar o exame, o candidato deverá digitar uma senha individual, que será enviada no mesmo dia pelo Inep. No segundo dia de exame, haverá um novo código de segurança.

9- O que fazer se o computador apresentar problemas técnicos?

“Com certeza, algum computador vai acabar dando problema durante a prova. Mas teremos um ou dois de reserva em cada laboratório”, diz Mussi.

Além disso, segundo o Inep, haverá um técnico de informática em cada uma das salas, além de outro coordenador no local de aplicação.

Se uma máquina apresentar problema, o profissional avaliará a possibilidade de transferir o candidato para outro computador. Se o procedimento demorar menos de 15 minutos, o estudante pode terminar a prova. Caso leve mais tempo, ele terá de fazer a reaplicação do Enem em fevereiro.

10- Haverá recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência?

Não. Nesta edição do Enem, as pessoas com deficiência que necessitam de alguma adaptação só puderam se inscrever na versão impressa da prova. A previsão, segundo o Inep, é proporcionar, aos poucos, a acessibilidade também no Enem digital.





Fonte: Fonte: G1

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