Candidatos da Unicamp relatam dificuldades na preparação do vestibular em meio à pandemia | Campinas e Região

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Os candidatos que vão prestar o Vestibular 2021 da Unicamp relataram ao G1 dificuldades e limitações para se preparar para as provas durante a pandemia da Covid-19, que apresentou aos estudantes no ano passado a realidade do ensino remoto. O exame acontece nesta quarta (6) e quinta-feira (7). Ao todo, são oferecidas 3.237 vagas em 69 cursos de graduação.

Da etnia Baré, a indígena Nicéias Angélica Mauéis, de 32 anos, afirmou que não conseguiu estudar direito para o vestibular porque os dois filhos, de 14 e três anos, ficaram fora da escola durante o ano passado por conta da suspensão das aulas presenciais e ela precisou dividir as atenções.

A família, que se mudou de Manaus para Campinas (SP) há dois anos, quando o marido de Nicéias passou no curso de Engenharia Elétrica no vestibular indígena de 2019, mora em uma casa dentro da Moradia Estudantil da Unicamp. Com todo mundo na residência, ficou difícil manter a concentração nos estudos.

“Fica um pouco complicado né? Todo mundo em aula remota, uma criança em casa, o meu outro filho também em casa. Não consegui me preparar não, mas eu vou tentar”, disse a candidata, que tenta uma vaga no curso de Pedagogia e fará a prova no Campus I da PUC-Campinas.

Simone Aragão acompanhou o filho, Felipe Falcão, que presta ciência da computação na Unicamp em Campinas. A família é do RJ — Foto: Rafael Smaira/G1

Simone Aragão, de 50 anos, viajou do Rio de Janeiro para Campinas para acompanhar o filho Felipe Falcão, de 18 anos, no vestibular para Ciência da Computação. Apesar da mãe relatar que a escola do jovem já tinha estrutura para aplicar o ensino à distância e não ter ficado nenhum período sem aulas, o pouco tempo de atividades presenciais deixa a família insegura sobre como o estudante vai se sair na prova.

“Quase não teve aula presencial, só tivemos um mês de aula presencial, mas eu creio que ele está preparado, está focado, e vai se sair bem”, afirmou a mãe do garoto, que presta o exame da Unicamp no campus da Unip, no Swift.

Marcelo Donizeti Brasílio, de 40 anos, tenta vaga em economia na Unicamp — Foto: Rafael Smaira/G1

Aos 40 anos, Marcelo Donizeti Basílio presta Unicamp pela primeira vez. Ele vai tentar uma vaga em Economia depois de cursar por dois anos uma faculdade particular de Logística. Por conta das dificuldades financeiras impostas pelo coronavírus, ele precisou trancar o curso e estudou em casa para a prova da universidade estadual.

“Estudei o ano inteiro em casa, não teve jeito, tive que parar a faculdade por conta da pandemia”, explicou.

Nesta edição, a Unicamp dividiu a 1ª fase do processo seletivo em dois dias com objetivo de evitar aglomerações. Por isso, os 43.631 candidatos dos cursos das áreas de ciências biológicas/saúde serão avaliados na quinta-feira.

Em cada dia, a prova é composta pelas seguintes questões:

  • 12 de língua portuguesa e literatura;
  • 12 de matemática;
  • 8 de cada disciplina: biologia, física, geografia/sociologia, história/filosofia, inglês e química.

O total de inscritos foi de 77,6 mil, incluindo recorde de estudantes oriundos da rede pública. A Unicamp faz um apelo para que cursinhos não promovam atividades com aglomerações nas portas das escolas e orienta os candidatos a evitar “torcida” presencial de pais e amigos, por exemplo.

A orientação é para que estudantes com suspeita de Covid-19 não saiam de casa para fazer a prova. Já participantes devem manter espaçamento entre si de ao menos 1,5 metro, dentro e fora das salas.

*sob a supervisão de Marcello Carvalho

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Fonte: Fonte: G1

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