Bolsas do CNPq e da Capes devem receber reajuste ainda em janeiro

As bolsas de pesquisa não recebem reajustes desde o ano de 2013, ou seja, estão há uma década no mesmo patamar. Isso faz com os bolsistas já tenham perdido praticamente dois terços do poder de compra, segundo a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seus dois primeiros mandatos, realizou três reajustes nas bolsas, sendo o primeiro em 2003, logo após assumir a Presidência da República. Na ocasião, a bolsa de mestrado era no valor de R$ 724, enquanto a de doutorado era de R$ 1.073. Já em 2010, os valores foram para R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil, respectivamente.

Já o último reajuste em relação às bolsas de mestrado e doutorado ocorreu enquanto Dilma Rousseff era Presidente da República, como já mencionado, no ano de 2013. Assim, as bolsas de mestrado subiram para o valor de R$ 1,5 mil, enquanto as referentes ao doutorado foram para R$ 2,2 mil, exatamente o mesmo valor em que se encontram atualmente.

Entretanto, apesar de tantos anos com o valor estagnado, nesta quinta-feira, 19, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o Governo Federal deve anunciar, ainda no primeiro mês do ano, os reajustes para as bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), bem como para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Santana disse ainda que, a partir do momento em que o reajuste for anunciado, os valores já devem passar a vigorar de maneira imediata. “A ideia é que até o final deste mês o presidente possa anunciar o reajuste das bolsas, tanto da Capes como do CNPq”, explicou.

Por fim, cabe ressaltar que ainda não foi mencionado, nem por Camilo Santana, nem por nenhum outro membro do Governo Federal, o índice que será utilizado para tais reajustes. Assim, o valor ainda é desconhecido.

Fonte: Fonte: R7