2º dia do Enem tem portões abertos mais cedo e pouca movimentação em São Carlos | São Carlos e Araraquara

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Os portões nos locais de prova onde serão aplicadas as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram abertos mais cedo em São Carlos (SP), neste domingo (24). Na Unicep, principal local de provas, foram abertos às 11h15, 15 minutos mais cedo que o previsto. A medida, segundo a organização, foi tomada para evitar aglomerações.

A previsão é que mais de 8 mil alunos façam a prova na cidade. No primeiro dia de prova, a abstenção foi alta. A média no Brasil foi de 51,5%. Não há dados de São Carlos, mas os candidatos fizeram relatos de muitas faltas nas salas.

Mesmo assim, a estudante Barbara Horta Barbosa Yoshicava, de 16 anos, desistiu de fazer a prova na Unicep por não se sentir segura contra a contaminação do coronavírus.

Neste domingo, a movimentação foi ainda mais tranquila que no 1º dia de prova. Os candidatos começaram a chegar por volta das 10h30.

Maysa Sita, 18 anos, foi uma das primeiras a chegar no local de prova no 2º dia do Enem, em São Carlos — Foto: Claudinei Junior/G1

Uma das primeiras foi a estudante Maysa Sita, de 18 anos. Com máscara extra e frasco de álcool em gel, ela veio preparada para fazer a prova em meio a pandemia de Covid-19.

É o terceiro Enem dela, e o mais difícil, na sua opinião. Não por causa da prova, mas devido à dificuldade de preparação para conseguir uma vaga em farmácia. Ela começou a fazer o cursinho antes da pandemia e fez aula online, mas teve problemas para estudar em casa.

“Eu estou esperando que a prova de hoje seja o nível mediano, não seja muito difícil, para poder ajudar todos os alunos que não tiveram tanta facilidade para estudar esse ano”, disse.

Na 1ª prova, ela ficou surpresa com o número pequeno de candidatos, o que contribuiu para que se sentisse segura em relação à Covid. “Geralmente, quando o portão abre tem uma multidão esperando. E dessa vez não tinha. Então, eu fiquei: ‘meu Deus, será que não vem ninguém? Mas aí começaram a aparecer as pessoas”, contou. “Não fiquei tão insegura, porque na minha sala os lugares estavam bem espaçados.”

João Victor Francelino, de 20 anos, foi um dos primeiros a chegar no local da prova do Enem, em São Carlos — Foto: Claudinei Junior/G1

João Victor Francelino, de 20 anos, também estava preocupado com a Covid-19. Na quinta vez que ele presta o Enem ele acredita que as provas deveriam ter sido concentradas em um fim de semana.

” Eu acho que esse ano eles deveriam ter feito um sábado e domingo junto. Tem uma distância legal entre os alunos na sala, mas eu acho que a solução deveria ter feito talvez no fim de semana junto.”

Fábio Luis Escalace irá fazer a prova do Enem adaptada para deficientes auditivos em São Carlos — Foto: Marina Lacerda / CBN São Carlos

Para o deficiente auditivo Fábio Luis Escalace, de 28 anos, que está prestando a prova como treineiro, a maior dificuldade são as máscaras que dificultam a comunicação.

Ele usava uma máscara transparente. Com a ajuda da estudante Daiane Núbia, de 18 anos, que serviu de intérprete em Libras, ele contou ao G1 que este tipo de máscara ajuda a fazer a leitura labial, mas poucas pessoas usam.

Ele fará uma uma vídeoprova traduzida em Libras e conta com o auxílio de intérpretes para chegar até a sala e receber as orientações para a prova.



Fonte: Fonte: G1

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