‘1ª prova impressa em 1 ano’, estudo à distância, mudança de sonho: candidatos fazem vestibular da USP em Piracicaba | Piracicaba e Região

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Neste domingo (10), cerca de 3,3 mil candidatos prestam a prova elaborada pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) para a Universidade Estadual de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). A pandemia mudou a forma como a prova é aplicada este ano, assim como a rotina de estudos dos candidatos.

Para realização do vestibular com segurança, a Fuvest colocou algumas regras como uso obrigatório de máscara e abertura dos portões com antecedência de uma hora em relação ao início do exame. As provas são aplicadas em três instituições de ensino diferentes também, para evitar aglomerações e manter o distanciamento entre as mesas nas salas de aula.

Na Faculdade Anhanguera e no campus da Unimep, os dois locais com o maior número de candidatos, estudantes relatam seus objetivos e como foi a preparação para as provas em época de quarentena. Confira abaixo:

Primeira prova impressa em quase 1 ano

Os amigos Leonardo (esq.), Bruno (meio) e Vinícius (dir.) no vestibular da Fuvest na Unimep em Piracicaba — Foto: Rafael Bitencourt/G1

Bruno Tozzi, de 17 anos, presta o vestibular da Fuvest na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). O curso escolhido é jornalismo. A pandemia mudou sua rotina de estudos em 2020.

“No vestibular, vou fazer a primeira prova impressa no ano. Estava até com saudades”, diz.

Bruno é um dos 3.357 candidatos que fazem a prova em Piracicaba, cidade onde mora. Também concorrem seus amigos Leonardo Alves, de 18 anos, e Vinícius Tabai, de 17, ambos em agronomia.

Músico tenta carreira de engenharia agronômico na Fuvest em Piracicaba — Foto: João Pedro Fagionato/Arquivo pessoal

O guitarrista piracicabano Matheus Fagionato, de 25 anos, presta a prova da Fuvest na Faculdade Anhanguera, que reúne 1.224 concorrentes. O músico é ex-membro da Capitão Nemo, banda que lançou em 2019 o EP “Não Nasci Para Ser o Mesmo”, produzido por Rick Bonadio, que trabalhou com bandas como Mamonas Assassinas, Fresno e CPM 22.

Após turnês pelas regiões sul e sudeste, Fagionato concorre a uma vaga em engenharia agronômica, carreira inspirada pelo avô do candidato. “A paixão que eu tenho pelo campo e pela agricultura me faz buscar essa outra carreira”, diz.

O avô do músico atuou especificamente com a pecuária, ao trabalhar com rebanhos, um setor que agrada o músico. “Mas também penso em atuar com melhoramento genético de plantas.” Mesmo se for aprovado, Fagionato não pretende deixar a música e conciliar os dois sonhos.

Valorização da pesquisa

Laís Cavalcante Gonçalves, de 21 anos, é de Santa Bárbara d’Oeste e foi para Piracicaba prestar a prova da Fuvest para o curso de ciências biológicas — Foto: Julia Heloisa/G1

Laís Cavalcante Gonçalves, de 21 anos, é de Santa Bárbara d’Oeste e veio a Piracicaba prestar a prova da Fuvest para o curso de ciências biológicas, colocando a Esalq como segunda opção.

É a primeira vez que ela presta a prova e disse que escolheu o curso, pois viu fez técnico em química e gostou das matérias que envolviam a biologia.

“Estou feliz na minha escolha, pois a pesquisa não é valorizada no país e quero contribuir para que isso mude”.

Denise Aparecida da Silva vai prestar a prova da Fuvest pela primeira vez neste domingo (8); ela está concorrendo a uma vaga para o curso de medicina — Foto: Julia Heloisa/G1

Denise Aparecida da silva, de 23 anos, é natural de Alagoas, mas mudou-se para Piracicaba há 5 anos. É a primeira vez que ela vai prestar a prova da Fuvest, concorrendo a uma vaga para o curso de medicina.

“Minha preparação foi intensa durante a quarentena. Fiz cursinhos online como Descomplica e Me Salva”.

Denise disse que o sonho de medicina vem desde o segundo ano do ensino médio.

Lucas Martinelli Gadott, de 18 anos, que mora em Charqueada (SP), prestam Fuvest na Unimep (Piracicaba) para engenharia elétrica — Foto: Rafael Bitencourt/G1

Lucas Martinelli Gadott, de 18 anos, mora em Charqueada (SP) e presta vestibular na Unimep (Piracicaba) para engenharia elétrica. Em tempos de pandemia, ele teve dificuldades em se preparar para as provas.

“Para complementar o EAD, estudei por conta própria. A pandemia atrapalhou”, afirma.

*Sob supervisão de Samantha Silva, do G1 Piracicaba



Fonte: Fonte: G1

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