Volkswagen pode gastar até R$ 96 bilhões com demissões e fechamento de fábricas

Volkswagen pode gastar até R$ 96 bilhões com demissões e fechamento de fábricas

A Volkswagen estima em aproximadamente 16 bilhões de euros, o equivalente a R$ 96 bilhões, o custo dos cortes de pessoal e da possível desativação de fábricas. A informação foi publicada pela revista alemã Der Spiegel. Do montante calculado, cerca de 10 bilhões de euros seriam reservados para despesas relacionadas à eliminação de até 60 mil postos de trabalho em diferentes países. Os recursos deverão cobrir medidas como programas de demissão, indenizações e aposentadorias antecipadas.

A maior fabricante de veículos da Europa promove a mais ampla transformação de sua história para reduzir despesas e ajustar a capacidade produtiva. O grupo enfrenta o avanço das concorrentes chinesas, tarifas comerciais e uma estrutura industrial superior à demanda por seus automóveis.

Ao anunciar a aprovação do plano pelo conselho da companhia, em 3 de setembro, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que a decisão representa uma resposta aos desafios enfrentados pelo grupo. “Este é um forte sinal para o futuro do Grupo Volkswagen. Estamos assumindo a responsabilidade por toda a nossa força de trabalho, por nossos parceiros e pelos empregos industriais em todo o mundo”, declarou o executivo em comunicado.

O projeto prevê a busca de atividades alternativas para quatro plantas alemãs que deverão deixar de fabricar modelos ao longo da próxima década. Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, a interrupção da produção em Emden e Zwickau custaria cerca de 1 bilhão de euros por unidade.

Para as instalações de Neckarsulm e Hanover, a despesa estimada chega a aproximadamente 2 bilhões de euros em cada caso. A Volkswagen ainda não tomou decisões definitivas sobre o fechamento dessas fábricas e deverá avaliar outras destinações para os complexos industriais.

Representantes dos trabalhadores afirmaram que o acordo mantém aberta a possibilidade de preservar as unidades. “Nenhuma fábrica foi abandonada”, disseram Christiane Benner, presidente do sindicato IG Metall, e Daniela Cavallo, presidente do conselho de trabalhadores da Volkswagen, em comunicado conjunto.

A empresa pretende apresentar até meados de 2027 um novo planejamento para sua estrutura produtiva na Europa.


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