Veja o cronograma para resgate do benefício

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Quem está começando a investir sempre acaba optando pela tradicional caderneta de poupança. Porém, apesar de se tratar de um investimento seguro em renda fixa, a aplicação está longe de ser a melhor opção para quem quer ver o dinheiro render a curto e médio prazo.

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Criada junto com o nascimento da Caixa Econômica Federal, em 1861, a caderneta de poupança, com o passar dos anos, se tornou o investimento mais popular entre os brasileiros, posto que ocupa até os dias de hoje. Um dos motivos é a sua segurança, pois ela conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recursos de até R$ 250 mil.

No entanto, o lançamento de novas formas de investimento tornou este tipo de aplicação obsoleto e sem grandes rendimentos, sobretudo quando comparamos a poupança com o CDI ou o CDB.

Ainda há esperança para a poupança?

Como dito anteriormente, hoje em dia, existem diferentes tipo de aplicação que praticamente rendem mais que a caderneta. Isso porque o investimento utiliza em seu cálculo a chamada Taxa Referencial (TR), que está zerada desde 2017.

Dessa forma, para estabelecer o cálculo de rendimento da poupança, é feito a seguinte conta:

  • Se a Selic estiver acima de 8,5%, o rendimento será de 0,5% ao mês + TR;
  • Se a Selic for menor ou igual a 8,5%, o rendimento será de 70% da meta Selic + TR.

Resumindo: quem investir hoje na poupança verá sua rentabilidade cair, pois ela se encontra inferior à Selic, taxa básica aplicada em outros investimentos.

Outro ponto negativo da poupança é que o rendimento do dinheiro aplicado só é liberado nos aniversários de 30 dias, chamados de “mêsversários”. Caso o investidor retire o dinheiro antes, a rentabilidade deste intervalo de tempo é perdida.

Ou seja, se sacou 29 dias após o depósito do dinheiro, perde toda a rentabilidade. Se sacou 59 dias após o depósito, ganha-se a rentabilidade de 30 dias e perde a dos outros 29 seguintes. Algo que não acontece com a conta digital do Nubank, por exemplo, que conta com rendimento de 100% do CDI (percentual próximo à Selic) e liquidez diária.



Fonte: R7