The Graph (GRT): Conheça o “Google” das criptomoedas

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp


Uma das principais propostas existentes do mercado de criptomoedas é o conceito de Web 3.0, a terceira onda da internet. Ela consiste em uma nova forma de estrutura da web como conhecemos, com seu armazenamento de dados e processamento de informação sendo realizado de forma descentralizada.

Nesse novo mundo, o projeto The Graph (GRT) é um player gigante que já está sendo amplamente utilizado e ainda tem muito a crescer.

O que é?

O The Graph é um protocolo de indexação descentralizado para organizar dados de blockchain.

Em outras palavras, ele coleta, processar e armazenar dados de blockchain para facilitar a recuperação de informações.

Suas principais características são:

  • Se concentra na descentralização da consulta e da camada de API da web descentralizada (Web 3.0).
  • Tem como foco principalmente desenvolvedores que precisam acessar dados dentro da blockchain.
  • GRT é seu token, com fornecimento total de 10 bilhões.
  • É nativo da blockchain do Ethereum (formato ERC-20).
  • Há nova emissão de GRT de 3% ao ano — usado para pagar as recompensas de indexação, como veremos mais adiante.

De maneira simplista, sua missão ajudar os desenvolvedores a usarem dados relevantes da para aumentar a eficiência dos seus aplicativos descentralizados (dApps).

Esses dados podem ser transformados, organizados e compartilhados entre os apps, permitindo que os usuários façam uma pesquisa usando tokens GRT.

Como surgiu?

  • Iniciou no final de 2017.
  • Foi efetivamente fundada em 2018 por:

– Yaniv Tal (líder do projeto)

– Brandon Ramirez (líder de pesquisa)

– Jannis Pohlmann (líder de tecnologia)

  • Arrecadou US$ 19.5 milhões em vendas de tokens até 2019.
  • Seu ICO foi em 23 de outubro de 2020, com 1 GRT equivalendo a 0,03 USD.

Qual problema resolve?

  • A rede Ethereum possui linguagem de programação difícil.
  • Antes da The Graph era preciso que um desenvolvedor estivesse treinado para acessar dados dessa blockchain.
  • Ao fornecer a indexação descentralizada, o projeto elimina as barreiras técnicas para a consulta, deixando todo sistema mais fácil e inclusivo.

Fazendo uma analogia, pagar pelo serviço de consulta dentro da Blockchain em GRT é o equivalente a pagar por um servidor em nuvem, como o Google Cloud, ao invés de rodar seu próprio servidor.

Funcionamento do Google das criptomoedas:

  • De maneira semelhante à forma como os motores de busca, como o Google, indexam na Internet, o protocolo o faz na blockchain.
  • Os dados indexados são chamados APIs abertos.
  • Tais APIs abertos são chamados subgráficos.
  • Qualquer pessoa pode consultar os subgráficos via GraphQL — linguagem de programação do Graph.

Participantes essenciais da rede:

Para manter o serviço de consultas de maneira descentralizada e segura, a equipe desenvolveu um ecossistema rebuscado.

Há 6 categorias de participantes necessários para a rede funcionar:

  1. Consumidores: pagam indexadores por chamada de API. Ou seja, por “consulta”. Podem ser usuários desenvolvedores dos dApps ou outros serviços da Web.
  2. Indexadores: por serem operadores de nós (pontos que localizam qualquer informação que responda às perguntas do subgráfico), possuem a tarefa de fornecer serviços de indexação, guardando e categorizando dados.
  3. Curadores: eles usam seus tokens GRT para sinalizar quais subgráficos valem a pena indexar. A exemplo, alguns nomes registrados conhecidos são o site Coinmarketcap, Coingecko e Zapper.
  4. Delegadores: fazem staking dos seus GRTs (delegam aos indexadores) para garantir que os nós da rede tenha qualidade.
  5. Pescadores: ganham recompensas ao perceberem dados errados dos indexadores. Atuam como mais uma “prova de cheque” ou confirmarem a precisão das respostas às consultas.
  6. Árbitros: se tornam úteis no caso de uma disputa entre os pescadores e indexadores, resolvendo os conflitos entre eles. O é determinar se um indexador é malicioso ou não.

Os indexadores, curadores e delegadores são remunerados com token GRT pelos seus serviços. Esses GRTs são pagos pelos clientes — geralmente os desenvolvedores que precisam consultar dados na bockchain.

De maneira geral:

  • Os indexadores ganham recompensas de indexação (nova emissão) e taxas de consulta.
  • Os curadores recebem parte das taxas de consulta pelos subgráficos que sinalizam.
  • Os delegadores arrecadam certa fração da receita obtida pelo indexador a quem delegam.

Qualquer pessoa pode atuar em alguma dessas três funções. Você pode conferir mais detalhes de como fazer parte no próprio site do projeto.

Pra quem e pra que é importante?

Atualmente, o The Graph suporta 13 redes, tendo a rede Ethereum (ETH) como a principal e outras, como a Polygon (MATIC) e Avalanche (AVAX), em fase beta de testes.

O serviço do projeto é importantíssimo para o sistema de Finanças Descentralizadas (DeFi).

Aplicações como Uniswap (UNI), Synthetix (SNX), Gnosis (GNO), AAVE (AAVE), Aragon (ANT) e vários outros já utilizam seu sistema atualmente.

Além disso, a indexação descentralizada de dados também é muito útil para projetos de metaverso e NFTs.

A Decentraland (MANA), por exemplo, acessa as informações do The Graph para encontrar terrenos, acessórios e itens colecionáveis ​​em outros aplicativos para trazê-lo para seu mercado.

Até o momento, mais de 22.000 subgráficos foram implantados por milhares de desenvolvedores.

 

Além disso, o Google das criptomoedas também anunciou recentemente parceria com a Chainlink (LINK), um dos principais oráculos das criptomoedas e com a Arweave (AR), protocolo descentralizado líder em armazenamento ilimitados de dados.

Performance do The Graph ao longo do tempo

Atualmente, cada token GRT está sendo negociado por U$ 0.91, queda 70% desde quanto atingiu seu valor máximo de U$ 2.88, no dia 12 de fevereiro de 2021.

O projeto está em 46º na classificação das criptomoedas em relação ao seu valor de mercado, sendo um total de US$ 4.074.518.085.

Perspectiva futura

Apesar do pouco tempo de existente, está em constante melhorias. Como dito anteriormente, já oferece suporte multi-blockchain — ou seja, para diversas outras blockchains que não usam o ERC-20.

Cada vez mais plataformas de DeFi, marketplaces, metaverso e NFTs estão surgindo. O The Graph é um dos principais players que oferece um método seguro e eficiente para adquirir os dados nesses cases.

De fato, o Google das criptomoedas pretende se tornar um dos principais projetos de infraestrutura necessários para a construção de aplicativos totalmente descentralizados.

Se o projeto continuar ampliando seus ideais, pode se tornar um protocolo de referência para a Web 3.0, tendo enorme potencial de crescimento e ganho de mercado e, consequentemente, do preço do seu token.





Fonte: R7