Temores de Brexit sem acordo aumentam; Johnson vai a ‘última ceia’ em Bruxelas | Economia

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai a Bruxelas nesta quarta-feira (9) para negociações com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma tentativa de garantir o acordo comercial e evitar um divórcio turbulento em três semanas.

Com temores crescentes de um final caótico sem acordo para a crise de cinco anos do Brexit quando o Reino Unido finalmente deixar a órbita da União Europeia em 31 de dezembro, uma reunião nesta quarta-feira durante um jantar é vista como a chance de desbloquear as negociações comerciais paralisadas.

União Europeia tem uma semana para acordo comercial pós-Brexit

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Uma fonte do governo britânico disse que um acordo pode não ser possível, assim como o principal negociador do Brexit da UE, Michel Barnier. Os principais pontos de conflito têm sido os direitos de pesca nas águas britânicas, as garantias de concorrência justa para as empresas de ambos os lados e formas de resolver disputas futuras.

“Ainda há a chance de um acordo”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, a líder mais poderosa da Europa, ao Parlamento alemão. “Uma coisa é clara: a integridade do mercado interno (da UE) deve ser preservada.”

Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em sessão no Parlamento — Foto: UK Parliament/Jessica Taylor/Handout via Reuters

“Se houver condições do lado britânico que não podemos aceitar, estamos preparados para seguir por um caminho que não tem um acordo de saída”, disse ela.

Michael Gove, um ministro sênior do governo de Johnson que lida com as questões do Brexit, disse à Times Radio que a UE teria de ceder a um meio termo se quiser um acordo.

“A UE tem que se mover”, disse Gove.

O Reino Unido abandonou oficialmente o bloco comunitário em 31 de janeiro mas, desde então, está em uma fase de transição pós-Brexit, durante a qual continuou aplicando as regulações europeias, negociada com Bruxelas.

Esta fase termina em 31 de dezembro e se até então não houver um acordo, ocorrerá uma ruptura brutal, que implicaria em cotas e tarifas alfandegárias, bem como em uma montanha de trâmites administrativos que ameaçam bloquear os portos britânicos.

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Fonte: G1