Tamanduá-bandeira ganha proteção no interior de São Paulo | Nosso Campo

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Em alguns lugares, o tamanduá-bandeira é conhecido como ‘papa formigas gigante’. Em outros, como jurumim, um nome que faz referência ao formato da cauda. É um animal bonito, que impressiona, mas que vem sumindo da fauna brasileira.

O município de Ilha Solteira (SP) é como um porto seguro para animais resgatados com ferimentos. É onde funciona o Centro de Conservação da Fauna Silvestre (CCFS). Os que chegam são atendidos e, caso seja possível, retornam à natureza.

Os tamanduás-bandeiras são comuns pela região. Um dos animais que foi resgatado após ser atropelado e machucar uma das patas foi Guerreiro. O tamanduá passou por uma consulta para checar como ficou a pata com a lesão depois da cirurgia de correção.

A previsão é que Guerreiro seja devolvido à natureza em três meses. Até lá, nada de visita a cupinzeiros. A dieta é outra e a refeição é preparada em um lugar bem diferente.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 20/06/2021)

Tamanduá-bandeira ganha proteção no interior de São Paulo
Tamanduá-bandeira ganha proteção no interior de São Paulo

Tamanduá-bandeira ganha proteção no interior de São Paulo

A comida feita no centro alimenta 395 animais mantidos pelo CCFS. Os animais consomem por dia 100 quilos de comida. O tamanduá-bandeira, na natureza, consome por dia 35 mil formigas.

Para suprir a carência nutricional de quando o animal vem da natureza, a dieta específica é composta por leite de cabra, leite de vaca, beterrabas, rações, justamente para que o animal possa ter um desenvolvimento e um crescimento saudável em um centro de fauna silvestre.

Em um dos recintos do centro, mais uma história de superação assim como a do Guerreiro: a de uma tamanduá-bandeira fêmea, a Olívia. Ela foi resgatada ainda filhote, órfã e cresceu no local.

Olívia estava grávida e hoje o filhote fica nas costas dela. O período em que o filhote fica grudado nas costas da mãe dura cerca de 10 meses. Só depois disso é que os cuidadores vão conseguir descobrir se ele é fêmea ou macho.

A ideia é retornar esse filhote na fase adulta para a natureza. Para a fauna brasileira, cada tamanduá salvo é uma grande conquista.

VÍDEOS: veja as reportagens do programa



Fonte:G1