Startup produz copos e embalagens biodegradáveis feitos de mandioca | Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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O consumo sustentável está entre os três maiores fatores de decisão de compra para um terço dos brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Nielsen em 2019. Em uma sorveteria de São Paulo, as embalagens biodegradáveis chamam atenção de consumidores e reforçam essa tendência.

As embalagens são criação de uma startup paulista que utiliza para sua produção um ingrediente bem brasileiro: a mandioca.

“Tem vários motivos para a escolha desse ingrediente. O Brasil é um dos maiores produtores de mandioca do mundo. Normalmente, quem planta mandioca são pequenos agricultores. Tem uma questão social muito legal aí. Além disso, só ela consegue dar propriedades físico-químicas para fazer o nosso processo. Nenhum outro tipo de amido ia poder gerar isso pra gente”, explica o empresário Stelvio Mazza.

A fábrica usa na produção o amido ou a fécula da mandioca brava, que não é própria para consumo humano.

“A gente foi se inspirar na natureza e copia o ciclo para a embalagem mais perfeita que existe. Se você for pensar, é a casca de uma fruta”, diz Stelvio.

A inovação está em unir biotecnologia com equipamentos criados pela startup. Eles transformam amido em uma embalagem 100% ecológica. O maquinário diminuiu o tempo de produção e aumentou o número de embalagens fabricadas. Assim, a empresa ficou viável comercialmente.

“As pessoas não têm noção da jornada que é tirar um produto de laboratório e transformar em escala para virar um produto, ter uma empresa e conseguir vender a um preço acessível. As pesquisas começaram há mais de 17 anos, a gente conseguiu escalar o negócio através de muita tentativa e erro mesmo, não tem milagre”, afirma Stelvio.

No catálogo, a empresa oferece potes, pratos e embalagens para delivery. A novidade são os potes de sorvete e de salada que viram adubo para jardim em 20 dias, com a água da chuva.

“Ele vai se compostar, vai virar adubo e não vai gerar nenhum resíduo para o meio ambiente”, explica o empresário.

Os produtos custam de R$ 0,60 a quase R$ 3 a unidade, mais caros do que os de produtos não degradáveis.

“A gente não vende embalagem, a gente vende justamente um conceito de economia circular. O desafio é justamente mostrar esse diferencial para o cliente, para que ele possa entender toda a cadeia, desde a produção até o descarte”, afirma Stelvio.

Marcus Nakata, dono da sorveteria que usa as embalagens, concorda: “A gente acredita que pelo meio ambiente vale pagar um pouco mais, até pelo conceito que a gente criou com a marca”.

A pandemia assustou a startup, mas eles se recuperaram e estão expandindo a produção. Não revelam o faturamento deste ano, porém, em 2021 a expectativa é faturar R$ 4 milhões, graças a mandioca.

“Isso mostra como a natureza pode ensinar a gente, o quanto de solução podemos tirar dela. Acho que não é só mandioca, tem muitas outras matérias-primas que estão sendo descobertas e ainda vão ser descobertas que o nosso próprio planeta cria pra gente”, afirma Stelvio.

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Fonte: G1

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