Senado aprova MP que eleva margem do crédito consignado de servidores e aposentados | Política

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O Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a medida provisória que aumenta, de 35% para 40%, a margem para o crédito consignado de servidores públicos ativos e inativos, militares e aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A medida vale até o fim de 2021 e, como já passou pela Câmara dos Deputados, segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O crédito consignado é descontado diretamente do contracheque da pessoa que tomar o empréstimo. A modalidade geralmente apresenta algumas das menores taxas de juros do mercado por conta do baixo risco de inadimplência.

Do percentual de 40%, 5% do valor das aposentadorias podem ser usados somente em operações com cartão de crédito. Os demais 35% podem ser utilizados livremente em empréstimos, financiamentos e operações de arredamento mercantil.

O texto original da MP só garantia o aumento da margem aos aposentados – as outras categorias foram incluídas pelo relator na Câmara, deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM). No caso dos servidores estaduais e municipais, a extensão vale se não houver leis locais que já definam percentuais maiores.

Na Câmara, também foi adicionada ao texto a possibilidade de concessão de prazo de 120 dias de carência para novos empréstimos ou para operações já realizadas e que poderão ser renegociadas.

Nessas hipóteses, durante o período de carência, serão mantidas as incidências de juros e encargos contratados.

Por se tratar de uma medida provisória, a nova margem entrou em vigor assim que editada pelo Executivo, em outubro. No entanto, para virar lei em definitivo, com as alterações feitas pelo Legislativo, a MP precisava ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias após a edição – prazo que se encerraria nesta quinta-feira (11).

Dívidas de aposentados e pensionistas em crédito consignado batem recorde em dezembro
Dívidas de aposentados e pensionistas em crédito consignado batem recorde em dezembro

Dívidas de aposentados e pensionistas em crédito consignado batem recorde em dezembro

A MP autoriza o INSS a conceder o auxílio por incapacidade temporária somente com a apresentação de atestado médico e de documentos complementares que comprovem a doença do beneficiado, sem a necessidade de perícia presencial. A autorização vale até 31 de dezembro de 2021.

Esse procedimento, segundo o relator na Câmara, será adotado em “em caráter excepcional” e a duração máxima do benefício será de 90 dias. Também não há possibilidade de prorrogação.

Na avaliação de Alberto Neto, a mudança vai melhorar a situação dos aposentados e a prestação de serviços prestados pelo INSS, incluindo a redução de filas nos postos de atendimento.

“Com as medidas deste relatório, vamos poder usar o perito para atender de maneira remota”, disse o relator.

Pela proposta, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o INSS devem definir, em ato conjunto, os requisitos para apresentação e análise do atestado.

Relator da MP no Senado, Plínio Valério (PSDB-AM), manteve o conteúdo aprovado na Câmara.

Para o tucano, a flexibilização em relação à concessão do auxílio-doença “atende a uma justa demanda deste momento da pandemia”.



Fonte: G1

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