Seis meses após certame, outra empresa desiste de lote arrematado no leilão do 5G | Tecnologia

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A Neko, empresa do grupo Surf Telecom, comunicou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que desistiu do lote arrematado no leilão do 5G — a nova geração de internet móvel.

A informação foi publicada pelo portal Teletime e confirmada pelo g1. Em nota, a Anatel diz que o assunto “encontra-se em análise nas áreas técnicas da Agência”.

“Após a instrução, o processo será enviado ao Conselho Diretor para deliberação”, informou. Cabe ao conselho diretor da Anatel extinguir a outorga dada à empresa.

Procurada, a Neko ainda não se manifestou sobre os motivos da desistência. A Anatel também não deu mais detalhes sobre o processo, que tramita em sigilo.

A Neko é a segunda empresa a desistir de lote arrematado no leilão do 5G. A primeira foi a Fly Link, que desistiu em 8 de novembro do lote que havia conquistado três dias antes.

As duas eram empresas que iriam estrear no mercado de telefonia móvel no Brasil — ambas ainda não tinham autorização para prestação desse tipo de serviço. As empresas já atuavam no setor de telecomunicações, mas com outros serviços.

Com isso, o número de novas estreantes no mercado de telefonia móvel caiu de seis para quatro. A atração de novas empresas tinha sido um dos pontos mais exaltados pela Anatel na época do leilão.

Leilão do 5G movimenta R$ 47,2 bi, abaixo do esperado pelo governo

A Neko e a Fly Link tinham arrematado lotes da faixa de 26 gigahertz (GHz). O leilão do 5G ofereceu lotes nacionais e regionais em 4 faixas de frequência, que são como “avenidas no ar” por onde são transmitidos os sinais.

A faixa de 26 GHz era considerada uma das mais críticas do leilão, por ser uma frequência ainda pouco explorada e que ainda deve começar a ser usada.

Apesar de ter maior capacidade de transmissão de dados e menor latência, ou seja, menor tempo de resposta, as tecnologias para o uso ainda estão em desenvolvimento.

É esperado que a frequência seja usada para cobertura de espaços específicos e para as novas tecnologias que serão impulsionadas com o 5G, como a Internet das Coisas (IoT) e automação industrial.

A desistência da Neko pode reduzir um pouco o dinheiro que será destinado para conectar as escolas públicas de educação básica.

O leilão do 5G previu uma série de contrapartidas às empresas vencedoras. No caso da faixa de 26Ghz, a contrapartida era levar internet às escolas.

As empresas vencedoras dos lotes da faixa devem destinar R$ 3,1 bilhões para cumprir a obrigação. A Neko ficaria responsável por aportar quase R$ 54 milhões.

O edital do 5G prevê que sejam executadas garantias e cobrada multa em caso de desistência. Os valores serão definidos pelo conselho diretor da agência.



Fonte: G1