Secretaria do Consumidor questiona empresas sobre produção de oxigênio hospitalar | Economia

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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça notificou nesta quinta-feira (28) cinco empresas do mercado de gases industriais para que prestem esclarecimentos sobre a produção, distribuição e comercialização de oxigênio hospitalar.

Nas últimas semanas, o sistema de saúde de Manaus entrou em colapso devido à disparada dos casos de Covid-19. Hospitais ficaram sem oxigênio e pacientes estão sendo enviados para outros estados. Mais de 30 pessoas morreram por falta de oxigênio nos últimos dias 14 e 15, quando a capital do Amazonas atingiu o ápice da falta do insumo. Parentes de pacientes internados tiveram que comprar cilindros de oxigênio por conta própria.

Nesta quinta, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, disse em reunião virtual da Câmara dos Deputados sobre a crise sanitária em Manaus que o estado necessitará de mais oxigênio devido ao agravamento da pandemia de coronavírus no interior.

Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, foram notificadas Indústria Brasileira de Gases Ltda; White Martins Gases Industriais Ltda; Messer Gases Ltda; Air Products Brasil Ltda; e Air Liquide Brasil Ltda.

As empresas terão prazo de dez dias para responder aos questionamentos. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor pretende analisar a atuação do mercado para atuar na prevenção de situações como as de problemas no fornecimento de oxigênio hospitalar.

Juliana Domingues, secretária Nacional do Consumidor, afirmou que foram recebidos “relatos preocupantes dos estados do Amazonas e do Pará”.

“Estamos buscando as causas das falhas do fornecimento desse insumo imprescindível aos hospitais neste momento de pandemia de Covid-19. Vamos mapear as questões regionais que estão dificultando o acesso ao oxigênio e os eventuais riscos de desabastecimento em outras regiões”, afirmou.

As perguntas encaminhadas às empresas buscam levantar dados sobre o aumento da demanda por oxigênio hospitalar e sobre a capacidade produtiva e logística das empresas na continuidade da oferta do produto em todas as regiões do país.

Os fornecedores foram questionados sobre as estruturas usadas na distribuição do produto, os principais clientes atendidos, se há regiões mais vulneráveis com relação ao fornecimento do produto e quais medidas preventivas poderiam ser adotadas.

O departamento também quer saber se as empresas encaminham algum tipo de comunicado alertando os seus clientes em relação às dificuldades no atendimento da demanda do produto.

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Fonte: G1

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