Saiba o que é considerado cringe na hora de escolher o investimento – Economia

0
15



A geração Z, de jovens que nasceram a partir do ano 2000, movimentou as redes socias recentemente com a polêmica do cringe. Tudo começou quando a influenciadora Carol Tchulim pediu para seus seguidores, adolescentes na maioria, dizerem o que acham vergonhoso ou cafona nos millenials (geração pós-1980).


A expressão é usada para definir ações como tomar café, assistir Friends, usar calças skinny, tomar refrigerante litrão, sonhar ir à Disney e usar expressões como top.


Em economia pode ser usado, por exemplo, aos que mantêm o hábito de guardar dinheiro em casa ou aos que, ainda,, aplicam na caderneta de poupança.


Para quem acha que esse grupo é novo demais para dar palpite até em investimentos, a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro) aponta que esses jovens são os que mais conhecem o assunto, por serem de uma era digitalizada e que tem informações disponíveis com facilidade.


Não que seja um grupo homogêneo. A geração Z também sofre com a desigualdade social e os problemas econômicos do Brasil: 58,3% não guardam dinheiro de nenhuma forma e 7,6% não aplicam recursos em produtos financeiros. 


Quando tem recursos, no entanto, essas faixas de idade sabem o que fazer. É a geração com mais conhecimento e maior número de investidores em criptomoedas e ações, segundo a Anbima. 


Saiba a seguir se você pode ser considerado cringe e tem algum dos hábitos fora de moda dos brasileiros na escolha de investir.






Tipos de investimentos cringe





• Poupança


A poupança para a geração Z é considerada uma aberração, pois ela rende 70% da taxa Selic. Com ela você já começa perdendo dinheiro, pois sequer cobre os efeitos da inflação, desvaloriza o investimento e nos tira poder de compra.


• Títulos de Capitalização


Esses títulos têm rentabilidade inferior à poupança e também não são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Então, se a instituição financeira responsável tiver algum problema, o investidor pode ficar na mão.


• Renda Fixa


O investimento em renda fixa tem a natureza de um empréstimo que o investidor faz para a instituição financeira. Com isso, seu retorno é o pagamento de determinado percentual como forma de lucro da operação, mas tem possibilidade muito pequena de ganhos expressivos em curto prazo.


• Consórcios


Os consórcios são o fim da picada para os investidores mais novos. Estão longe de ser aplicações financeiras, já que não há rendimento. Essa modalidade é tipo uma poupança em grupo, em que de tempos em tempos alguns participantes são sorteados e recebem crédito para comprar um bem.


Bia Moraes, da Ativa Financeira e youtuber do canal Pé de Meia, acredita que, além de as pessoas da mesma geração terem hábitos em comum, as opções de investimentos levam em conta também o objetivo, o conhecimento do mercado financeiro e o tamanho de patrimônio de cada pessoa.


Conheça abaixo o perfil econômico de cada geração e a análise dos seguidores de Carol Tchulim do que é cringe na hora de investir.


Os baby boomers


Os baby boomers são de uma geração que nasceu entre 1945 e 1964 e cresceram em um período positivo para o mercado de capitais. Têm perfil de alta confiança em investimentos e não têm medo de arriscar.


Estudos mostram que, apesar de ser a geração mais velha, tende a ter mais ações no seu portfólio que as pessoas de outras idades.


Porém, pesquisas apontam que 52,8% dos boomers ainda recorrem ao bom e velho cafezinho com o gerente para falar sobre risco, retorno e produtos financeiros. Para a geração Z, isso é super cringe, pois é possível fazer tudo de forma digital. Além disso, filas de banco para eles são pura perda de tempo.


“O atendimento presencial sempre foi bastante citado em todas as pesquisas. À medida que a geração Z chega ao mercado de trabalho e ao universo dos investimentos, é natural que os canais digitais ganhem espaço, afinal trata-se de jovens mais acostumados à internet desde a infância”, diz Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima.


De acordo com o raio x do investidor brasileiro, os boomers são a geração com o maior percentual de pessoas com conhecimento sobre a caderneta de poupança (35,2%), títulos privados (16,4%) e planos de previdência. O que é muito arcaico para a juventude.


Geração x


Já os investidores da geração X, dos nascidos entre 1965 a 1984, costumam ser bem mais conservadores, porque não querem correr o risco de perder o que acumularam.


Eles buscam manter o valor do dinheiro em relação à inflação. Para isso, no entanto, em decorrência do cenário econômico atual, alguns já aceitam investir uma pequena quantia em fundos de multimercados e ações.


É a faixa que mais deixa recursos na caderneta por conta da sua praticidade e liquidez, motivos que tornaram a aplicação popular entre os brasileiros.


Aliás, popular é pouco: segundo dados do Banco Central, 158 milhões de pessoas fazem uso da modalidade.


Geração y


Os millennials, por sua vez, ou geração Y, nascidos entre 1985 a 1999, têm um perfil mais moderado e buscam liquidez. Estão na fase da vida de comprar a casa própria e ter filhos.


Mas têm consciência de que para ter um pouco mais de ganho, precisam arriscar uma parcela do seu montante.


A geração Z investe mais em outros produtos financeiros: 5,1% investem na bolsa e 3,8% em títulos públicos via Tesouro Direto, mais do que qualquer outra faixa etária pesquisada.


 Eles se destacam pela maior parcela de conhecedores de títulos públicos do Tesouro e fundos de investimento, aponta pesquisa da Anbima. 


São os que menos se comportam no aspecto financeiro de forma cringe, por eles serem de uma era com o pezinho no digital.


Mas não deixam de ser cringes, pois não investem em ações e criptomoedas como a geração atual, mesmo tendo conhecimento sobre.






Como investir com pouco dinheiro?





Não existe uma fórmula mágica para começar a investir com pouco dinheiro. Porém, algumas estratégias podem auxiliá-lo neste momento, como um bom planejamento financeiro e pessoal, objetivos definidos e estratégias.


Além disso, conhecer seu perfil de investidor e estudar os mais diversos ativos do mercado, para, assim, escolher o melhor para você.


É importante também, dizem os especialistas, seguir estas quatro lições


– Definir objetivos financeiros;


– Montar uma estratégia de investimento;                                                                                   


– Construir uma reserva de emergência;                                                                                     


– Estudar sempre o mercado.



*Estagiária do R7, sob supervisão de Marcos Rogerio Lopes



Fonte: R7