Rombo das contas externas recua no 1º trimestre e investimento estrangeiro direto avança 40% | Economia

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O rombo das contas externas do Brasil caiu no primeiro trimestre deste ano, ao mesmo tempo em que os investimentos estrangeiros diretos na economia do país avançaram 40%. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central (BC).

De acordo com a instituição, o déficit registrado nas contas externas nos três primeiros meses deste ano foi de R$ 15,361 bilhões, com queda de 28,9% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 21,601 bilhões). Este também menor valor para este período desde 2017.

DÉFICIT DAS CONTAS EXTERNAS

RESULTADO PARA MESES O PRIMEIRO TRIMESTRE EM US$ BILHÕES

Fonte: BANCO CENTRAL

O déficit em transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

De acordo com o BC, a melhora no rombo das contas externas na parcial deste ano está relacionado com o déficit menor da conta de serviços, com queda nos gastos no exterior, e também com a forte redução nas remessas de lucros e dividendos para fora do país.

O Banco Central também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 17,709 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 40,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 12,621 bilhões).

De acordo com números oficiais, o ingresso registrado nos três primeiros meses deste ano foi o maior para o período desde 2018 (US$ 21,157 bilhões).

INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS DIRETOS NO PAÍS

PRIMEIRO TRIMESTRE (EM US$ BILHÕES)

Fonte: BANCO CENTRAL

Segundo informações do Banco Central, o ingresso de investimentos estrangeiros diretos no país, no primeiro trimestre deste ano, também foi suficiente para cobrir o rombo de R$ 15,361 bilhões nas contas externas no período.

Quando o déficit não é “coberto” pelos investimentos estrangeiros, o país tem de se apoiar em outros fluxos, como ingresso de recursos para aplicações financeiras, ou empréstimos buscados no exterior, para fechar as contas.

  • Em todo ano passado, os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 34,167 bilhões em 2020, queda de 50,6% frente a 2019. Foi o menor ingresso em 11 anos.
  • Para 2021, o Banco Central estima um ingresso de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira.



Fonte: G1