Rombo das contas externas recua 37% no 1º bimestre e investimento estrangeiro direto dobra | Economia

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O rombo das contas externas do Brasil caiu 37,2% no primeiro bimestre deste ano, ao mesmo tempo em que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira mais do que dobraram. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central (BC).

No caso das contas externas, o déficit registrado nos dois primeiros meses deste ano, de R$ 9,399 bilhões, foi o menor para este período desde 2017 — em quatro anos.

O déficit em transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

DÉFICIT DAS CONTAS EXTERNAS

RESULTADO PARA MESES O PRIMEIRO BIMESTRE EM US$ BILHÕES

Fonte: BANCO CENTRAL

De acordo com o BC, a melhora no rombo das contas externas na parcial deste ano está relacionado com o déficit menor da conta de serviços, com queda nos gastos no exterior, e também com a queda nas remessas de lucros e dividendos para fora do país.

O Banco Central também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 10,845 bilhões no primeiro bimestre deste ano, com aumento de 107% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 5,235 bilhões).

De acordo com números oficiais, o ingresso registrado nos dois primeiros meses deste ano foi o maior, para o período, desde 2018 (US$ 14,1 bilhões).

O volume também foi suficiente para cobrir o rombo de R$ 9,399 bilhões nas contas externas no período.

Quando o déficit não é “coberto” pelos investimentos estrangeiros, o país tem de se apoiar em outros fluxos, como ingresso de recursos para aplicações financeiras, ou empréstimos buscados no exterior, para fechar as contas.

  • Em todo ano passado, os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 34,167 bilhões em 2020, queda de 50,6% frente a 2019. Foi o menor ingresso em 11 anos.
  • Para 2021, o Banco Central estima um ingresso de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira.



Fonte: G1

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