Restaurante amplia faturamento ao criar novos pratos com sobras de alimentos | Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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O empresário Guga Ribeiro fechou as portas de seu restaurante árabe, aberto desde 2017, em março do ano passado por conta da pandemia. Oito meses depois, ele reestruturou e reabriu o negócio como mercearia e restaurante: a Baobá.

“Pensando na pandemia e em quando retomaríamos as atividades, surgiu a ideia da mercearia. Com a mercearia é essencial, eu consigo ficar aberto o tempo todo”, afirmou Ribeiro.

A adaptação do restaurante custou R$ 180 mil e contou com o apoio de uma consultoria. Foram feitos investimentos em maquinário, mudanças no layout e criação de um novo cardápio com pratos executivos, lanches e até happy hour.

Na nova fase da empresa, conter o desperdício de alimentos passou a ser uma das prioridades, por meio de novas receitas. Com isso, as sobras passaram de 30% para 10%.

Na Baobá, o pãozinho que não foi consumido vira farinha de rosca. O arroz se torna ingrediente para fazer um bolinho que os clientes adoram. O lanche de carne louca é feito com as sobras da alcatra de outras receitas.

“A gente consegue minimizar e trabalhar com tudo conversando com os meninos da cozinha. Outro dia, sobrou maçã e eu coloquei para vender na mercearia. Também já fizemos um doce de maçã”, disse.

Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, destaca a necessidade de identificar o desperdício em todos os setores de produção.

“Perde-se muito desde o grão, desde a plantação, até na questão do pós-colheita e vindo até para o consumo do alimento em si, dentro da nossa casa ou naquele restaurante que a gente vai no dia a dia para comer”, detalhou Pereira.

O executivo acrescentou que combater o desperdício não é só uma preocupação ambiental, mas também econômica. Pesquisa feita no ano passado pelo programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente aponta que o desperdício de alimentos no Brasil gera prejuízo anual de R$ 7 bilhões.

“Hoje em dia, a saúde financeira dos negócios é um item bastante importante e ele [empresário] desperdiçando o alimento é claro que está jogando dinheiro fora”, afirmou o diretor da Rede Brasil.

O proprietário da Baobá não só aprendeu a reduzir o desperdício, como já está colhendo os resultados das mudanças: nos nove meses em que operou em 2020, a mercearia faturou R$ 134 mil. Neste ano, ele espera faturar, pelo menos, R$ 900 mil.

Veja a reportagem completa no vídeo acima.

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Fonte: G1