Queijo de cabra que ganhou prêmio internacional custa R$ 200 o quilo | Globo Rural

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Antes da pandemia, a propriedade fundada em 1870 tinha renda por meio da venda de queijos para empórios, restaurantes e hotéis. Quando os segmentos pararam, 85% do faturamento foi perdido. A solução foi colocar os produtos no caminhão e ir até os clientes.

A decisão da família Rezende, proprietária da fazenda, foi ir até os clientes e conquistar o mercado. Quase um ano depois, o lucro alcançou o a alta de 100%.

Foi em 2020 que a família Rezende decidiu investir em queijo de cabra. O queijo caprinus, desenvolvido por Thiago Ventura, já concorreu no World Cheese Awards, a maior premiação do setor do mundo.

Para ele, o que levou à premiação foram as notas de amêndoas e a maciez da massa. Atualmente, o produto custa R$ 200 o quilo e é o mais caro da fazenda.

Para chegar a esse resultado, ele permanece por um ano em uma câmara climatizada subterrânea, chamada de Toca de Figueira.

O primeiro passo para conseguir obter produtos deste nível foi aumentar o rebanho de 12 animais para 150, tendo 50 em lactação. Por dia, cada cabra dá cerca de três litros de leite, alcançando o total de 150 litros ao fim do dia.

A propriedade possui um sistema para identificar a produtividade do rebanho: os traseiros das que dão menos leite são pintados de laranja e os das que dão mais, de verde.

Fazenda inova na pandemia e consegue faturamento 100% maior com queijos

O leite das cabras ainda não cobre a necessidade do laticínio, que usa 350 litros por dia, dos quais 200 vêm de outros produtores. Já o leite de vaca, são três mil litros diários por animal. Números que devem aumentar devido à ampliação do laticínio.

A fazenda Atalaia também deve começar a produzir queijo de ovelha.

A ideia é dobrar a área de produção. Segundo Thiago, o projeto deve durar 10 anos, para que o negócio fique 10 vezes maior comparado a hoje. Com isso, espera-se que a nova fábrica possa sair do papel.

Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima.

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Fonte: G1