Produtores da região de Itapetininga colhem safra de atemoia | Nosso Campo

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Um cruzamento da fruta do conde com a cherimoya trouxe vida para a atemoia, fruta com forma de coração, casca verde, polpa branca e suculenta.

O Nosso Campo deste domingo (23) visitou uma fazenda em Itapetininga (SP) onde a fruta ocupa cinco hectares. São mais de 1.500 pés e cada um produz, em média, 200 unidades por safra.

A colheita começou no fim de abril e vai até agosto. A produção deve chegar a 30 toneladas e o administrador da fazenda, José Carlos Vieira, diz que pretende aumentar a área plantada até o fim deste ano.

A atemoia é uma fruta ainda pouco conhecida no Brasil, mas já tem consumidores fiéis. Boa parte do que é colhido aqui vai para outros países, em especial o Canadá. Os estados de São Paulo e Minas Gerais são os maiores produtores e consumidores de atemoia no Brasil.

O quilo da fruta sai em média por R$ 6, mas, no mercado externo, a caixa com cinco quilos chega a ser negociada por R$ 40, ou seja, R$ 8 por unidade.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 23/05/2021)

Produtores da região de Itapetininga colhem safra de atemoia

Produtores da região de Itapetininga colhem safra de atemoia

Apesar da força na exportação, a pandemia retardou este processo e a retomada acontece aos poucos. Os produtores relatam que o envio das frutas é uma grande dificuldade, afinal, o número de voos (principalmente para Europa e América do Norte) diminuiu muito desde o início da pandemia.

Para trabalhar com atemoia é preciso dedicação e muita paciência. São pelo menos quatro anos até a primeira colheita. Um dos pioneiros na região de Itapetininga é Yoshihiro Sakashita, que hoje cuida de quatro mil pés da fruta.

O que é produzido nas terras de Sakashita também atende outros países. Não diretamente, mas por meio das centrais de revenda que exportam as atemoias para Espanha e Holanda.

A expectativa do produtor é colher pelo menos 100 toneladas até o fim da safra e, para atender o mercado internacional, a fruta não pode estar muito perto do período de maturação. Se o produto chegar lá muito maduro, os consumidores não aceitam e há risco de devolução.

A maior parte do consumo da fruta é in natura, mas também pode ser usada para fazer sucos, compotas e bolos. Ela é rica em vitamina C, fibras e carboidrato, além de sua doçura.

É por características assim que os produtores acreditam que ainda há um mercado internacional maior para conquistar.

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Fonte: G1