Presidente da Embrapa diz que orçamento em 2021 deve ser menor que do ano anterior devido a plano de demissões | Agronegócios

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deve receber do governo um orçamento menor em 2021 do que no ano passado, disse o presidente da companhia, Celso Moretti, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (27).

Em meados de 2020, o governo bloqueou R$ 119 milhões que estavam previstos para a Embrapa, a fim de promover ajuste fiscal.

Ainda assim, a empresa divulgou nesta terça que houve alta no “lucro social”, o valor decorrente dos benefícios econômicos recebidos pelo setor produtivo com a adoção das soluções tecnológicas geradas pela empresa (leia mais ao fim da reportagem).

Segundo Moretti, o orçamento para este ano ainda não está fechado com o governo, mas ele tem conversado com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, sobre o tema.

A expectativa de que o montante seja menor que o de 2020 foi justificada pelo presidente da Embrapa pelo fato de que, no ano passado, um Plano de Demissão Incentivado (PDI) desligou 1.186 colaboradores. Sendo assim, os custos da empresa seriam menores em 2021.

Contudo, Moretti afirmou que espera que, em relação aos demais custos, o orçamento se mantenha equivalente ao valor de 2020.

“Nesse ano de 2021, com a saída de 1.200 colegas no plano de demissão incentivada, obviamente, há uma redução no orçamento em função da saída destes colegas. Mas os recursos para as despesas operacionais de custeio e investimento, nós estamos trabalhando para que permaneçam os mesmos níveis de 2020”, disse o presidente.

“Nesse contexto que nós temos no país, da economia, da queda do PIB que nós tivemos, se conseguirmos manter o mesmo padrão de 2020, digo para você, que nós estaremos satisfeitos”, declarou.

Sem previsão de ‘renovar quadro’

A Embrapa afirma que o Plano de Demissão Incentivada foi uma forma de “renovar o quadro de talentos” da companhia e que ela precisa “abrir vagas para atrair novos talentos por meio de concursos públicos principalmente em áreas novas e portadoras de futuro da ciência”.

Contudo, a empresa afirmou não haver ainda previsão para novos concursos.

Atualmente, a entidade tem 8.119 empregados, dos quais 2.247 são pesquisadores.

Dos 1.186 colaboradores que aderiram ao plano, 156 eram pesquisadores, 148 eram analistas, 309 eram técnicos e 573 eram assistentes, segundo a Embrapa.

De acordo com a empresa, a expectativa com o programa é de uma economia nos próximos anos de aproximadamente R$ 700 milhões em despesas com pessoal ao final do pagamento das parcelas de incentivo ao desligamento, prevista para 2023.

Nesta terça, a Embrapa divulgou também o balanço social da instituição. Segundo Moretti, foi obtido um lucro de R$ 61,85 bilhões em 2020, uma alta de 4% na comparação com o ano anterior.

O lucro social é um valor decorrente dos benefícios econômicos recebidos pelo setor produtivo com a adoção das soluções tecnológicas geradas pela Embrapa.

O dado divulgado foi obtido a partir da análise de uma amostra de 152 tecnologias e 220 cultivares desenvolvidas pela empresa, além dos indicadores laborais e sociais.

Ainda segundo a Embrapa, a cada real investido nela, ela retornaria mais de R$ 17 para a sociedade. Nesse cálculo, ela considera a receita líquida de R$ 3,5 bilhões obtida em 2020 – além do governo federal, alguns projetos também são financiados por empresas privadas.

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Fonte: G1

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