Presença de gafanhotos já é registrada em oito cidades do Noroeste do RS | Rio Grande do Sul

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A presença de gafanhotos já foi registrada em oito cidades da Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Os mais recentes focos foram identificados em Redentora e Bom Progresso.

“A área de Bom Progresso, assim como de Redentora, já era considerada uma ocorrência, mas agora devido ao tamanho dos danos ocasionados na mata foi classificada como um foco”, destaca o fiscal agropecuário André Ebone.

O primeiro foco apareceu em uma área de mata nativa na Reserva Indígena de Inhacorá, entre os municípios de São Valério do Sul e Santo Augusto.

O segundo foi em uma área de árvores nativas entre os municípios de Santo Augusto e Chiapeta. As duas áreas somam 360 hectares. A soma dos quatro chega a 700 hectares.

Além das quatro áreas, os fiscais registraram a presença dos insetos em outros quatro municípios. Por enquanto são apenas ocorrências e não presença de grande quantidade. Veja as diferenças entre ocorrência, foco e surto abaixo.

Por enquanto, segundo as autoridades, os insetos não causam danos nas plantações de soja e milho.

“Estamos passando em todas as propriedades lindeiras da reserva exatamente pra, além de monitorar as lavouras de soja e milho que a gente têm encontrado e visto que não tem ataque de pregas, pra tranquilizar o produtor, mostrando pra ele que os insetos estão dando preferência a mata nativa”, destaca o fiscal agropecuário Alonso Duarte de Andrade.

Gafanhoto registrado em áreas do Noroeste do RS — Foto: Everson Dornelles / RBS TV

Até agora foram encontradas oficialmente duas espécies, a Zoniopoda Iheringi, de cor verde, e a Chromacris Speciosa, que apresenta coloração verde amarelada. As duas são nativas do Rio Grande do Sul.

“As pessoas podem identificar até nas suas próprias residências tanto na cidade quando no interior, não necessariamente que ele estão causando danos, apenas fazendo parte aí do ambiente”, destaca Ebone.

Em Bom Progresso, foi identificada a presença de outra espécie, o chamado gafanhoto militar. O clima quente pode ter sido fundamental para o aumento dos insetos na região.

“Da condição seca e o inverno quente também. Com o retorno mais periódico das chuvas, o que a gente tem observado é uma movimentação menor dos insetos e espera que essa população volte a uma condição normal de quantidade de insetos no eco sistema natural”.

O monitoramento é feito diariamente em um raio de 30 quilômetros dos focos. O auditor do Ministério da Agricultura, Felipe Duarte participa das ações de monitoramento.

“Para ver se há potencial de risco para as nossas lavouras e até no sentido de talvez implantarmos uma emergência fitossanitária, que eu acho que não é o caso, por que as populações estão sob controle”, diz.

Na primeira vistoria que os fiscais fizeram nas áreas de Redentora e Bom Progresso, foi percebido o mesmo padrão de alimentação. A planta preferida é o timbó, mas também foram encontrados insetos nas lavouras de soja e milho que ficam ao lado da mata, mas praticamente sem danos.

Por não estarem se alimentando das lavouras, os fiscais orientam os agricultores a não utilizarem defensivos para combater os gafanhotos.

Diferenças entre ocorrência, foco e surto

  • Ocorrência: registro de observação de gafanhotos, sem danos a lavouras ou inexpressivo.
  • Foco: Presença de populações expressivas em áreas agrícolas ou adjacentes apresentando potencial dano às lavouras ou danos iniciais.
  • Surto: Presença de populações expressivas com constatação de danos na lavoura e perdas de produção.

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Fonte: G1