Preço do coágulo de borracha dobra em relação à safra passada | Nosso Campo

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Antes mesmo de o sol nascer, os 15 sangradores já trabalham bastante na floresta que fica no município de Jaci (SP). Segundo o dono do seringal, essa equipe é a peça chave na produção.

Além do empenho no trabalho manual, a tecnologia tem ajudado bastante. Com um tablete, é possível tirar fotos das árvores, medir o corte, a profundidade e ver se tudo está seguindo como o planejado. As informações vão para um software, que pode ser consultado sempre que for preciso e à distância.

Esse trabalho de levantamento de dados é feito pelo técnico agrícola Fabrício Pelicer, que também conta com a ajuda do gerente da unidade. O sistema é usado há quatro anos. Para ele, contar com a ajuda tecnológica tem auxiliado na hora de detectar possíveis problemas na produção e, quanto antes identificado, mais fácil de conseguir encontrar soluções.

Pelo celular, na palma das mãos, Pedro acompanha todas as informações. São 53 mil árvores produzindo. O clima não colaborou muito, faltou chuva. Por isso, a produção vai ser menor que o esperado, com uma queda de até 30%.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 25/04/2021)

Preço do coágulo de borracha dobra em relação à safra passada

Preço do coágulo de borracha dobra em relação à safra passada

Em contrapartida, o preço pago pelo coágulo de borracha está melhor, com uma média de R$ 4,70, mais que o dobro da safra passada. O diretor executivo da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), Diogo Esperante, explica que o bom preço tem a ver com dois fatores externos, mas, principalmente, com o valor do dólar.

Em outra propriedade, que fica em Ipiguá (SP), a falta de chuva também vai impactar na produção, tendo uma queda de 30% na safra. O foco é o látex, a forma líquida do coágulo de borracha. Até o meio do ano, devem ser produzidas 150 toneladas do produto.

O produtor rural Leandro Koch está satisfeito com a safra. Ele também tem uma usina de beneficiamento. Então, o látex que é colhido, todos os dias, segue para os barracões. Depois que é despejado nos tanques, uma máquina é responsável por deixá-lo limpo.

Em barris, o látex segue para indústrias de bexigas, bolas e luvas cirúrgicas. O preço pago pelo produto também subiu esse ano, passou de R$ 9 para R$ 15 o quilo, fazendo com que o produtor fique satisfeito com a qualidade da safra.

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Fonte: G1