Petrobras adota ação ‘protelatória’ ao submeter indicado à governança interna, diz Bolsonaro | Política

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Atualmente assessor do ministro Paulo Guedes (Economia), Caio Paes de Andrade foi indicado por Bolsonaro para assumir a presidência da empresa no lugar de José Mauro Ferreira Coelho, que chefia a Petrobras desde o mês passado. Esta foi a terceira troca na presidência da companhia no governo Bolsonaro.

A indicação precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, no qual o governo tem maioria por ser o acionista majoritário da empresa. A colunista do g1 Ana Flor informou que o envio da indicação para a governança interna representa derrota para Bolsonaro.

“Jamais, da minha parte, penso em interferir na Petrobras. Isso [decisão do conselho], para mim, é medida protelatória. […] Eu sou acionista majoritário e tenho direito, via Ministério das Minas e Energia, de propor mudança não só do conselho, como da diretoria e do próprio presidente”, disse Bolsonaro nesta quinta-feira em uma entrevista coletiva.

Questionado, então, se a mudança no comando da Petrobras precisa ser feita “o mais rápido possível”, Bolsonaro disse que, se os atuais gestores permanecerem, “eles podem ter uma política de continuísmo do que vinha acontecendo lá”.

Pré-candidato à reeleição, Bolsonaro pressiona a empresa a não reajustar preços dos combustíveis até a eleição de outubro .

A Petrobras, no entanto, está submetida ao critério de paridade internacional, política adotada desde 2016, com a chegada de Michel Temer à Presidência. Com isso, o preço dos combustíveis varia de acordo com a cotação do barril de petróleo no mercado internacional e das oscilações do dólar.

Miriam Leitão sobre troca no comando da Petrobras: ‘Estelionato eleitoral’

Conforme o blog da jornalista Ana Flor, apesar da pressa do governo para posse de Andrade, o Conselho de Administração da Petrobras determinou que o nome do indicado será submetido ao processo de governança interna antes da realização da assembleia geral de acionistas – o governo federal é o principal acionista da empresa.

O conselho também pediu que o governo envie o nome dos oito novos indicados para ocupar assentos no colegiado. Nota divulgada pela Petrobras indica que a assembleia-geral extraordinária só será convocada quando esses currículos forem avaliados e aprovados.

Segundo Ana Flor, tudo isso significa que, antes de julho, o novo presidente da Petrobras não teria condições de assumir o cargo.

Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre “Petrobras e preços: fatos e fakes”:

Fonte:G1