Pedidos de seguro-desemprego nos EUA sobem pela segunda semana seguida | Economia

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O número de pessoas que solicitaram seguro-desemprego pela primeira vez nos Estados Unidos subiu esta semana para 885 mil, um resultado que indica que as demissões continuam ante o avanço da pandemia de covid-19 no país – apontam dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (17).

“Na semana encerrada em 12 de dezembro, os dados ajustados às variações sazonais chegaram a 885.000, um aumento de 23.000 na comparação com os dados da semana anterior, que foram revisados”, indicou o Departamento do Trabalho.

Pedidos de seguro desemprego nos EUA — Foto: Economia G1

Esta é uma má notícia para os analistas, que esperavam uma queda para 795 mil novos pedidos.

Segundo dados oficiais, agora a média das últimas quatro semanas se situa em 812.500 novos pedidos de seguro-desemprego, um aumento de 34.250 em relação aos dados revisados da semana anterior.

Os números antecipam um inverno rigoroso para o mercado de trabalho, duramente atingido pela covid-19, que já causou mais de 300 mil mortes nos Estados Unidos.

“Os dados mais recentes indicam uma tendência de deterioração do mercado de trabalho”, disse a consultora Rubeela Farooqi, economista-chefe para os Estados Unidos da consultoria HFE.

Apesar de a campanha de vacinação no país ter começado esta semana, os números diários de contágios mostram um avanço sem controle do vírus, que ameaça a atividade econômica com mais restrições, em um período crucial para o comércio com as festas de fim de ano.

Farooqi disse que é provável que a crise de saúde se deteriore depois das festas, o que vai se traduzir em restrições mais amplas da atividade, em fechamentos de negócios e mais perda de emprego.

Nesse contexto, o Congresso está sob pressão para aprovar um novo pacote de ajuda para empresas e trabalhadores. Embora democratas e republicanos tenham sinalizado um avanço nas negociações, ainda há pontos de atrito para levar adiante o plano que deve incluir uma extensão do seguro-desemprego, subsídio para a distribuição da vacina e assistência a pequenos negócios ameaçados pela crise.

Os democratas que controlam a Câmara de Representantes e os republicanos que dominam o Senado não chegaram a um consenso sobre a quantia envolvida em um novo pacote e para onde a ajuda deve ser direcionada, após terem aprovado um plano de US$ 2,7 bilhões no início da pandemia.

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Fonte: G1