O pior ano da história na economia: como estão os empresários que tentam sobreviver à crise causada pela pandemia | Economia

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Desde março, o G1 acompanha empresários e empreendedores tentando sobreviver à crise que veio no arrasto da pandemia do coronavírus. Ao longo desse tempo, alguns demitiram, vários suspenderam o contrato de seus funcionários, muitos transformaram seus negócios para seguir com algum faturamento – e um deles fechou as portas em definitivo.

Nesta quinta série de entrevistas, que acontece em meio à nova onda da Covid-19, vários demonstraram desânimo com o futuro dos negócios – e perspectivas de um 2021 ainda muito difícil.

Ainda que a economia tenha retomado uma trajetória de recuperação, com alta de 7,7% no PIB do terceiro trimestre, o desemprego segue batendo recordes, e o próximo ano começa com uma série de incertezas, além da possibilidade de novos choques com o fim do Auxílio Emergencial e o rombo nas contas públicas.

Relembre as histórias desses empresários:

E veja os novos depoimentos abaixo:

‘Espero que a gente consiga sobreviver’

‘Espero que a gente consiga sobreviver até a metade do ano que vem’, diz sócio de bar

‘Espero que a gente consiga sobreviver até a metade do ano que vem’, diz sócio de bar

O bar Kaia, no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, ainda não recuperou o faturamento pré-pandemia. No final de agosto, o estabelecimento voltou a receber os clientes dentro da casa. Mas, com a volta à chamada fase amarela em São Paulo, que restringe a movimentação e o horário de funcionamento, a situação voltou a ficar complicada. E as expectativas são de incerteza.

“Por enquanto não dá para prever uma melhoria, mas dá para saber que trabalhando bem, com o apoio que a gente continua tendo do nosso público, a gente consiga sobreviver até a metade do ano que vem e que a gente volte a operar de forma normalizada”, diz Younes Bari, um dos sócios do empreendimento.

‘Eu não tenho mais fôlego’

Sem nova ajuda do governo, dono de bar no Rio se diz sem perspectivas de manter o negócio

Sem nova ajuda do governo, dono de bar no Rio se diz sem perspectivas de manter o negócio

Após cerca de 100 dias de portas fechadas, o Bar do Bigode, no Rio, voltou a funcionar em junho. Mas sem lucro, praticamente sem clientes, sem acesso a crédito facilitado e com acúmulo de dívidas, o empresário Irenildo Queiroz estabeleceu um prazo até o fim de dezembro para definir se manterá a luta para não fechar as portas. Mas ele teme pelo pior.

“Esse mês de dezembro é meu último mês. Se não aparecer alguma perspectiva, alguma parceria, se não aparecer alguém que queira juntar comigo para fazer alguma coisa, para somar, infelizmente eu vou jogar a toalha”, disse ele.

‘Vários anos’ dentro de 2020

Entrevista com Bruno Bernardo  

Entrevista com Bruno Bernardo

Sócio do INK Bar e do LabOf, Bruno Bernardo diz que viveu “vários anos” dentro de 2020. No auge da crise econômica, o escritório chegou a perder 70% do faturamento, e o bar registrou uma queda de 80%. Com soluções inovadoras, no entanto, os dois negócios conseguiram sobreviver ao ano.

“Chegar até o fim do ano é compensador para qualquer pessoa que está nessa área de bar e restaurante, um dos segmentos mais abalados mais afetados na crise. A gente sabe quantos players ficaram para trás”, diz Bernardo.

‘No ano em que a gente comemoraria 10 anos, tivemos de fechar’

Sem perspectivas de retomada, buffet encerra operações ao completar uma década

Sem perspectivas de retomada, buffet encerra operações ao completar uma década

Nos primeiros meses de pandemia, o empresário Pedro Roxo, um dos donos do buffet Manja Gastronomia, utilizou um fundo de reserva feito para emergências e implementou sistemas próprios de delivery de refeições e de aulas de gastronomia on-line. O novo faturamento, contudo, chegou a apenas 20% do que a empresa registrava antes da pandemia e não foi suficiente para cobrir os gastos do buffet.

“No final do ano, gastamos todo nosso fundo de reserva. O delivery estava bacana, mas não foi suficiente. No ano em que a gente comemoraria 10 anos, tivemos de fechar”, diz Roxo.

‘Foi o pior ano para nós empresários’

Sem retomada do turismo, dona de rede de lavanderias se diz preocupada

Sem retomada do turismo, dona de rede de lavanderias se diz preocupada

Mesmo sem o balanço financeiro do ano fechado, a empresária Cláudia Mendes, dona da rede de lavanderias Laundry Express, já considera que foi o pior período para a rede de lavanderias na Zona Sul do Rio em 30 anos de negócios. Com grande parte do faturamento dependendo do turismo, a retomada das atividades não fui suficiente para recuperar o patamar de antes da pandemia.

“Não temos ainda nada fechado em relação ao ano de 2020. Mas, com certeza, foi o pior ano para nós enquanto empresários para lidar com isso tudo. Foi muito difícil e muito assustador”, contou a empresária.

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Fonte: G1

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