Nasdaq reduz perdas após mergulhar 4,9%; S&P 500 segue a caminho de confirmar correção

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(Reuters) – Os índices de ações dos Estados Unidos tinham forte queda nesta segunda-feira, com o S&P 500 a caminho de confirmar uma correção, já que a perspectiva de um ataque russo à Ucrânia representava um golpe duplo para investidores já preocupados com risco de aperto agressivo da política monetária pelo banco central norte-americano.

Uma correção é confirmada quando um índice fecha 10% ou mais abaixo do seu nível recorde de encerramento. O índice S&P 500 caía 10,5% em relação ao recorde de fechamento de 3 de janeiro.

Todos os 11 principais setores do S&P cediam, com sete deles em baixa de mais de 3%.

O Nasdaq Composite chegou a desabar 4,90% na mínima do dia, antes de reduzir as perdas.

Às 15:34 (de Brasília), o índice S&P 500 perdia 2,15%, a 4.303,37 pontos, enquanto o Dow Jones caía 2,01%, a 33.576,73 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuava 2,59%, a 13.411,89 pontos.

O índice Russell 2000 –que engloba empresas de menor capitalização de mercado e sensíveis ao ciclo econômico– recuava 2,6%. O índice perdia 20,9% em relação ao pico de 8 de novembro, colocando-o a caminho de confirmar um mercado em baixa.

A Otan disse nesta segunda-feira que está colocando forças de prontidão e reforçando a Europa Oriental com mais navios e caças em resposta ao aumento militar da Rússia nas fronteiras da Ucrânia.

Um indicador amplamente observado da ansiedade dos investidores nos mercados dos EUA –o índice de volatilidade da CBOE– estava em seu nível mais alto desde janeiro de 2021.

“A Ucrânia é claramente uma preocupação que está pesando nos mercados hoje”, disse Darren Schuringa, presidente executivo da ASYMmetric ETFs, em Nova York. “Isso continuará pesando nos mercados no futuro próximo até que haja algum tipo de resolução e mais clareza sobre como será o desfecho.”

A reunião de política monetária do Fed termina na quarta-feira, e o mercado prestará muita atenção a quão preocupado o banco central está com o aumento da inflação e quão agressivo será na tentativa de contê-la.

(Por Devik Jain e Bansari Mayur Kamdar)









Fonte: Mix Vale