Ministros das Américas aprovam ação coordenada para prevenção da peste suína africana | Agronegócios

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Ministros de Agricultura de países das Américas firmaram um compromisso para combater a peste suína africana (PSA) na região, com iniciativas aplicadas de forma coordenada, disse o ministério brasileiro em nota nesta quinta-feira (2).

O compromisso foi selado na Conferência de Ministros de Agricultura das Américas 2021/Junta Interamericana de Agricultura (JIA), realizada nesta semana, em San José, na Costa Rica, disse a pasta.

A doença, que já dizimou o rebanho chinês e possui casos espalhados entre países da Ásia e Europa, foi detectada na República Dominicana em julho e suscitou preocupações em toda a região devido ao seu potencial efeito sobre a produção suína.

Os ministros dos 34 países integrantes do IICA se comprometeram a realizar ações conjuntas com a colaboração de organizações internacionais ligadas à produção de alimentos e à saúde animal.

“Precisamos estar atentos pois, apesar de não ser transmissível aos humanos, a peste suína africana poderá impactar a economia de nosso continente e as vidas de nossas populações. Uma ação coordenada entre nossos países é essencial”, disse no comunicado a ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina, que assumiu a presidência da JIA.

O registro da peste suína africana na República Dominicana é o primeiro nas Américas desde a década de 80, quando ela foi considerada erradicada, após casos no Brasil, em Cuba, no Haiti e na própria República Dominicana.

Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína. Produziu 4,436 milhões de toneladas em 2020 – cerca de 4,54% da produção mundial – e exportou 1.024 mil toneladas – 23% da produção nacional – para 97 países.

A doença chegou ao Brasil em 1978 no estado do Rio de Janeiro, por meio de resíduos contaminados de alimentos provenientes de voos internacionais com origem em países onde a doença estava presente.

A última ocorrência de PSA no Brasil foi registrada no estado de Pernambuco, em novembro de 1981, e as medidas aplicadas pelo serviço veterinário oficial brasileiro permitiram a erradicação da doença em todo seu território e a declaração de país livre de PSA em 1984.

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Fonte: G1