Microempreendedoras contam como abriram seus negócios por necessidade | Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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A pandemia do coronavírus deixou um rastro de falências e demissões em todo país e fez com que muito brasileiro se tornasse empreendedor por necessidade.

Letícia Botelho Izidro viveu esse drama. Ela trabalhava em uma empresa de eventos que fechou e mandou todos os funcionários embora.

Ela faz parte dos mais de 2,6 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) que abriram as portas em 2020, um recorde. No total, já são 11,3 milhões no país. Boa parte deles faz parte de quem empreende por necessidade.

Sem dinheiro para pagar o aluguel, Letícia foi morar nos fundos da casa da irmã, junto com o filho de dois anos. Foi lá que começou a fazer doces para vender.

A pergunta é: será que negócios nascidos por falta de opção podem dar certo? E como?

“Eu precisava de uma solução rápida. A gente não sabia quando ia acabar a pandemia, não sabia quando o mercado ia mudar, então eu tive que buscar. Essa pressão me ajudou e ter um filho que depende 100% de mim foi a maior motivação”, conta Letícia.

“A gente já vinha atravessando um contexto de crise econômica há alguns anos, esse número já vinha crescendo, e a pandemia acelerou esse movimento”, explica Rubens Massa, professor de empreendedorismo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

Para Massa, a necessidade pode ser uma força motivadora do sucesso, mas é importante dar atenção a algumas questões:

  • Aprender sobre gestão de negócios e novos canais de divulgação e vendas, como as redes sociais;
  • Apresentar soluções para o consumidor;
  • Saber onde está esse público.

Sem nunca ter feito um bolo antes, Letícia se saiu bem. Para se destacar, foi essencial investir em cursos de confeiteira.

Letícia focou em um mercado que cresceu com a pandemia e o isolamento social: as festas menores, só em família. O kit para até 12 pessoas são os que mais vendem. Ela está faturando R$ 3 mil por mês.

Também foi o desemprego que levou Raquel Lemos a virar MEI, mas isso bem antes da pandemia.

“Eu peguei o segmento do afro empreendedorismo, que trabalha com a temática afro, e também com a moda plus size, porque além da necessidade financeira eu tinha a minha necessidade. Eu ia nas lojas e não me encontrava nas roupas”, diz Raquel.

Com R$ 80, Raquel começou seu negócio comprando três camisetas e estampando em uma mesa de silk screen. Começou a vender e comprar mais matéria-prima, vender de novo e fazer girar o negócio. Já faz 10 anos que ela vive assim.

Só que o fechamento das feiras e eventos por causa da pandemia do coronavírus derrubou 50% da receita. Sem dinheiro para investir, Raquel se vira: produz e posta fotos e vídeos todos os dias nas redes sociais e fatura R$2,5 mil por mês.

A transformação digital é inevitável, mesmo para quem é MEI.

“Tem que conhecer o mecanismo de uso de cada uma dessas redes, a linguagem adequada pra elas e se espelhar em algumas empresas do seu segmento que fazem um trabalho que seja admirável nesse sentido”, orienta o professor da FGV.

Para Raquel já começou a dar certo: ela recuperou 80% do faturamento pré-pandemia.

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Fonte: G1

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