O pagamento via cartão ganhou mais adeptos no Brasil durante a pandemia da Covid-19. Além de maior praticidade, não ter que lidar com cédulas, moedas ou troco mostrou-se uma forma mais segura para as transações entre comerciantes, prestadores de serviço e consumidores.
Diante disso, o mercado tem facilitado o acesso dos pequenos negócios à máquina de cartão, que por muito tempo foi restrita aos empreendimentos de maior porte, segundo informações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Os pagamentos com cartão de crédito, débito e pré-pago aumentaram 33,2% no primeiro semestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Em valores, essa movimentação representou R$ 1,2 trilhão.
De acordo com o relatório, o uso do cartão de crédito subiu 30,8% no período analisado. O cartão de débito teve alta de 30,3%. Já os pagamentos com pré-pago quase triplicaram, crescendo 183%.
Oportunidades de negócio
Atentos às oportunidades de negócio, os empreendedores que ainda não ofereciam meios de pagamento eletrônico buscaram se adaptar. O mercado também passou por transformações, democratizando o acesso das máquinas de cartão para os pequenos negócios.
O estudo “Uso da Maquininha 2021”, realizado pelo Sebrae com pequenos negócios localizados em diferentes partes do país, revelou que mais da metade (56%) dos entrevistados possui, pelo menos, uma maquininha de cartão de crédito e débito.
Na análise por empreendimento, a pesquisa mostrou que 75% das empresas de pequeno porte oferecem a alternativa de pagamento eletrônico. Entre as microempresas, esse percentual é de 59%, enquanto entre os microempreendedores individuais (MEIs) chega a 52%.
Já no recorte setorial, a maior presença das maquininhas é no comércio (74%). Nos setores da indústria, da construção e de serviços, o percentual é o mesmo: 46%. A pesquisa foi realizada entre fevereiro e março de 2021.
Segundo os empreendedores, a aquisição da máquina de cartão trouxe uma série de benefícios, como o aumento da quantidade de vendas, a maior satisfação dos clientes, mais segurança para as transações, redução da inadimplência, melhora do faturamento e diminuição do tempo de controle de caixa.
Oferta no mercado
O empreendedor tem acesso à máquina de cartão de crédito e débito diretamente com as empresas que vendem o produto, com representantes ou bancos, tanto os tradicionais, quanto os digitais.
O PagBank PagSeguro disponibiliza as máquinas das famílias Minizinhas e Moderninhas. O Mercado Pago, carteira digital do Mercado Livre, oferece a Point. Quem possui conta PJ Banco Inter tem acesso à maquininha Granito.
Outras opções no mercado são, ainda, as maquininhas da Cielo, da GetNet, da Stone, dentre outras. A orientação é pesquisar as especificidades e as condições de cada uma delas para definir qual irá melhor atender à demanda de cada empreendimento.
De acordo com a pesquisa do Sebrae, o principal critério de escolha dos empreendedores de pequenos negócios na hora de definir qual maquininha usar é a cobrança de uma taxa mais barata (76%).
Não pagar aluguel pelo uso foi considerado por 52% e aceitar várias bandeiras por 49% dos entrevistados. Outros critérios avaliados foram o menor prazo para o recebimento das vendas (43%); a indicação/oferta do banco (28%) e a sugestão de amigos (20%).
Todas as nossas reportagens estão em constante atualização. Quem entender (pessoas físicas, jurídicas ou instituições) que tem o direito de resposta acerca de quaisquer de nossas publicações, por ter sido citado ou relacionado a qualquer tema, pode enviar e-mail a qualquer momento para plantaodoslagosrio@gmail.com
- ©Plantão dos Lagos
- Fonte: Experta Media
- Fotos: divulgação







