Mercado de capitais atinge R$ 253,1 bilhões no 1º semestre, recorde da série histórica | Economia

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O mercado de capitais registrou um volume captado de R$ 253,1 bilhões no primeiro semestre deste ano, o maior da série histórica (iniciada em 2011) para o período, divulgou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) na manhã desta quinta-feira (8). Este volume representa 68% do que foi captado, entre renda fixa, híbridos e variável, no total de 2020, de R$ 371,1 bilhões.

O destaque foi o movimento do segundo trimestre, de R$ 150,8 bilhões, contra R$ 102,3 bilhões nos primeiros três meses de 2021, quando houve recrudescimento da pandemia.

Em renda fixa, o volume captado no primeiro semestre foi de R$ 185 bilhões. A Anbima destacou o volume de debêntures, que representou 82% do total observado em 2020, ao somar R$ 99,4 bilhões na primeira metade de 2021. Das tradicionais foram R$ 79,5 bilhões captados no período, e de R$ 12,8 bilhões paras debentures incentivadas.

A associação destacou ainda em relação a debêntures que o mercado secundário movimentou R$ 102,3 bilhões no primeiro semestre.

Para José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima, esse resultado mostra liquidez no segmento. Entre os demais produtos de renda variável, ofertas de fundos imobiliários (FII), com R$ 26,8 bilhões, e de direitos creditórios (FIDC), de R$ 31,3 bilhões, são os destaques.

Em renda variável, foram R$ 68 bilhões captados no primeiro semestre, o maior volume para o período desde 2011. “Os números mostram que há uma tendência do uso do dinheiro [captado] para o crescimento da empresa, para o caixa, para executar planos de expansão. Enfim, tudo para a economia desenvolver de forma mais sustentável”, diz Laloni, em teleconferência com jornalistas.

Segundo ele, existe um equilíbrio entre o investidor local (com cerca de 46% de participação) e estrangeiro (34,8% de participação) nas emissões. Pessoas físicas continuam com a participação por volta de 8%, mas Laloni avalia que são importantes e é crescente no mercado de renda variável.

O vice-presidente da Anbima disse que entre ofertas de IPOs e follow-ons em análise, estão 29 operações, o que demonstram que o segmento é um importante instrumento de financiamento das empresas. Ele comentou que as operações são de empresas de diversos setores, inclusive agronegócio, não tão tradicionais no mercado de capitais.

Laloni disse ainda que não acredita que o aumento dos juros, o que favorece retornos de renda fixa, será negativo para a renda variável. “O investidor aprendeu a diversificar”, afirmou.

Ainda em relação aos dados divulgados, em relação ao mercado externo, a Anbima informou que as emissões de bonds somam US$ 14,2 bilhões no primeiro semestre de 2021, contra US$ 25,8 bilhões em igual período de 2020. Para Laloni, o primeiro trimestre foi mais fraco neste segmento, mas o segundo foi mais forte, o que demonstra que segue a possibilidade das companhias se financiarem no exterior. “Estamos com janela aberta para o Brasil”, afirmou.

O executivo comemorou ainda a aprovação do Projeto de Lei 2.646 de 2020, do deputado João Maia (PL-RN) e outros. Ela cria as debêntures de infraestrutura a serem emitidas por concessionárias de serviços públicos e prevê mudança nas regras de fundos de investimento no setor. A proposta foi encaminhada para o Senado. “É uma vitória da Anbima, porque sempre defendemos essa ideia e tomara que entre em vigor o mais rápido possível”, disse.

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Fonte:G1