Marco Aurélio Mello desbloqueia bens do grupo Andrade Gutierrez | Política

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O patrimônio da empresa estava indisponível desde 2018, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de superfaturamento nas obras civis da Usina Termonuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro. O prazo para o bloqueio era de um ano.

Ao STF, a defesa da empreiteira apontou que, mesmo encerrado o prazo determinado, a indisponibilidade foi mantida em razão da omissão do TCU.

Na decisão, Marco Aurélio Mello confirmou que o bloqueio dos bens tinha sido mantido, com base em um relatório da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB). O ministro autorizou a livre movimentação dos bens da empresa.

Com obras paradas, em 2019 a usina de Angra 3 custava R$ 3 milhões por mês; veja reportagem

Com obras paradas, em 2019 a usina de Angra 3 custava R$ 3 milhões por mês; veja reportagem

Superfaturamento apontado

Em 2018, o TCU determinou que R$ 508,3 milhões da Andrade Gutierrez deveriam ficar indisponíveis – para que, em caso de condenação, os bens fossem usados para ressarcir os cofres públicos.

De acordo com o Tribunal de Contas, o valor se referia ao prejuízo estimado em razão do suposto superfaturamento. A Andrade Gutierrez é acusada de fazer parte de um consórcio que forjou as estimativas de preço da usina nuclear.

Naquele momento, a empresa classificou a medida de “injusta e contrária ao interesse público, já que ameaça a viabilidade do cumprimento do amplo processo de colaboração que a empresa vem realizando junto aos diversos órgãos, inclusive com o próprio TCU”.

Angra 3 está em construção há mais de três décadas e foi investigada pela Operação Lava Jato — Foto: Eletronuclear



Fonte: G1

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