Lucro dos grandes bancos no 3º trimestre é o maior do ano, mas cai 19% na comparação anual | Economia

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O lucro líquido conjunto dos grandes bancos brasileiros no terceiro trimestre somou R$ 15,5 bilhões. Apesar de representar o melhor resultado trimestral no ano, ficou 19,2% inferior ao do 3º trimestre do de 2019, aponta levantamento da Economatica.

Os números foram apresentados nos últimos dias, em divulgação de resultados de Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander.

Na comparação com o 2º trimestre, houve alta de 28%. Veja gráfico abaixo:

Lucro dos quatro maiores bancos — Foto: Economia G1

Segundo o levantamento, o melhor trimestral já registrado pelos grandes bancos foi no 4° trimestre de 2019, quando o lucro consolidado somou R$ 21,8 bilhões. Os valores, contudo, não estão corrigidos pela inflação.

No ano de 2019, o lucro líquido dos 4 maiores bancos do Brasil com ações na Bolsa cresceu 18%, na comparação, e somou R$ 81,5 bilhões.

A mediana do retorno sobre o patrimônio (ROE), um indicador da lucratividade dos bancos, ficou em 13,58% no 3º trimestre, quarto menor resultado da série, iniciada em 2006, se mantendo bem abaixo do nível pré-pandemia. No final de 2019, a mediana era de 19,15%.

O banco Itaú informou na terça-feira (3) que registrou lucro líquido contábil de R$ 4,492 bilhões no terceiro trimestre, queda de 19,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Bradesco registrou lucro líquido contábil de R$ 4,194 bilhões no terceiro trimestre, uma queda de 28,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Santander Brasil registrou lucro líquido societário de R$ 3,811 bilhões no 3º trimestre, um salto de 88,2% em relação aos três meses anteriores e de 5,6% na comparação anual.

Já o Banco do Brasil registrou lucro líquido contábil de R$ 3,085 bilhões no 3º trimestre, queda de 27,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a Economatica, o valor de mercado atual dos quatro bancos é de R$ 625,2 bilhões, considerando o fechamento de quinta-feira da B3. O melhor momento dos bancos foi no 4º trimestre de 2019, quando o valor de mercado chegou a R$ 951 bilhões.

Reservas maiores para cobrir possíveis calotes

As provisões para devedores duvidosos (PDD) nos 4 bancos somaram R$ 20,7 bilhões no 3º trimestre, valor 21,8% inferior ao do 2º trimestre de 2020. Em comparação com o 3º trimestre de 2019, porém, houve alta de 35,8%.

O maior valor separado para provisões para um 3º trimestre foi no ano de 2015 com R$ 27,7 bilhões, seguido pelo ano de 2016 com R$ 22,7 bilhões.

O Banco do Brasil tem o maior provisionamento no 3º trimestre de 2020, com R$ 6,71 bilhões, seguido pelo Itaú (R$ 5,44 bilhões), Bradesco (R$ 5,40 bilhões) e Santander (R$ 3,13 bilhões)..

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Fonte: G1

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