Lucro de empresas de capital aberto sobe 245% para o primeiro trimestre em 2021 | Economia

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As empresas não financeiras de capital aberto na bolsa de valores de São Paulo, a B3, acumulam lucro de R$ 33,2 bilhões no primeiro trimestre de 2021, resultado 245,7% maior que o primeiro trimestre do ano passado. O número foi apurado por levantamento da provedora de informações financeiras Economatica.

Os dados excluem o lucro recorde da mineradora Vale neste trimestre, que sozinha acumulou lucro líquido de R$ 30,5 bilhões. Foram retiradas também a Petrobras e a Suzano, que tiveram prejuízos consideráveis em 2020, para evitar grandes distorções no comparativo.

Separadas em setores, as empresas de energia elétrica foram destaque em lucratividade. As 32 empresas do setor acumulam R$ 11,7 bilhões em lucro líquido, cerca de 35% do total. Em seguida, vêm os setores de Siderurgia e Metalurgia (R$ 8,4 bilhões), Alimentos e Bebidas (R$ 5,7 bilhões) e Química (R$ 2,9 bilhões).

Incluindo os bancos, seguradoras e as três empresas retiradas pela Economatica do levantamento, o lucro das empresas listadas chega a R$ 90,2 bilhões. (Veja abaixo o ranking completo)

Lucro líquido de empresas de capital aberto no 1º trimestre — Foto: Divulgação/Economatica

Ao fim da temporada de resultados do primeiro trimestre, a Economatica destaca também as empresas com maiores lucros do período e as que tiveram os maiores prejuízos.

A Vale lidera com folga. Nas cinco posições seguintes, há quatro bancos e a siderúrgica CSN. O Bradesco acumulou R$ 6,1 bilhões, o Itaú Unibanco, R$ 5,4 bilhões. A CSN teve lucro de R$ 5,2 bilhões. O Banco do Brasil soma R$ 4,2 bilhões e o Santander, R$ 2,8 bilhões.

Maiores lucros do primeiro trimestre de 2021 — Foto: Divulgação/Economatica

Além disso, a consultoria registra que a receita líquida das empresas no primeiro trimestre de 2021 é de R$ 551,1 bilhões, valor superior ao de 2020 em 22,3%.

“O lucro Ebit, que é o obtido antes dos encargos financeiros das empresas (juros e variação cambial) no 1º trimestre de 2021 é de R$ 81,5 bilhões, valor 101,5% superior ao de 2020”, diz nota da Economatica. “No 1º trimestre de 2021 o resultado financeiro é de R$ -30,5 bilhões, valor -48,4% inferior ao de 2021. A diminuição do resultado financeiro auxilia no resultado antes de imposto de renda e portanto turbina o lucro líquido das empresas não financeiras.”

Dentre os prejuízos, destaca-se a Oi. A empresa teve novo déficit de R$ 3,5 bilhões no período e lidera a lista negativa. Em seguida, vêm os prejuízos da Azul (R$ 2,78 bilhões), Suzano (R$ 2,75 bilhões), Gol (R$ 2,5 bilhões) e Embraer (R$ 490 milhões).

Maiores prejuízos do primeiro trimestre de 2021 — Foto: Divulgação/Economatica



Fonte: G1