Lote de ativos da Cedae que ficou sem ofertas vai ter novo leilão em dezembro, diz governador

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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O lote de ativos da empresa de água e saneamento do Rio de Janeiro, Cedae, que não recebeu lances de interessados em uma primeira tentativa de leilão em abril, vai ser colocado novamente em disputa na primeira metade de dezembro, com novos termos, afirmou o governador do Estado, Cláudio Castro, nesta terça-feira.

A nova tentativa de leiloar os ativos vai incluir um número maior número de cidades a serem atendidas pelo eventual vencedor do certame.

Chamado de lote 3, o conjunto de ativos colocado em leilão em abril e que ficou sem lances era formado originalmente por seis cidades fluminenses e mais uma trecho da capital carioca que estão em áreas de elevados níveis de insegurança, baixa densidade e alta inadimplência.

Com a nova modelagem, o lote 3 passa a contar com pelo menos mais nove cidades que manifestaram desejo de conceder as áreas distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto.

“As áreas técnicas indicam que será na primeira metade de dezembro e trabalho com essa data para fazer o leilão”, disse Castro a jornalistas.

As nove cidades adicionais são: Barra do Piraí, Bom Jardim, Carapebus, Carmo, Itaperuna, Macuco, Rio das Ostras, São José de Ubá e Angra dos Reis.

“Devida à sua importância populacional, econômica e ambiental, a participação de Angra dos Reis fortalece o novo bloco, aumenta as estimativas de outorga e amplia os impactos socioambientais da concessão, incluindo as áreas urbanas das ilhas da Baía de Angra dos Reis, uma das mais importantes do país”, disse o secretário da Casa Civil do Estado, Nicola Miccione.

A expectativa é que o edital seja lançado em outubro e até lá outras cidades ainda poderão aderir ao lote 3.

O valor mínimo da outorga original, de cerca de 900 milhões de reais, será ajustado para cima com a entrada de mais municípios, disseram as autoridades sem estimarem o novo valor.

Em meados de junho, executivos das companhias vencedoras do leilão de abril, Iguá e Aegea, afirmaram que poderiam avaliar participação em um eventual novo leilão do lote 3 da Cedae se o governo alterar os termos da disputa.

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Fonte: Mix Vale