Juro bancário tem maior alta desde 2015 e vai a 33,9% ao ano

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O juro bancário médio com recursos livres de pessoas físicas e empresas alcançou 33,9% ao ano em dezembro de 2021, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 28, pelo Banco Central (BC).

Esse tipo de juro bancário não considera os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Um ano antes, em dezembro de 2020, a taxa estava em 25,5% ao ano. Com isso, houve um aumento de 8,4 pontos porcentuais no período — a maior variação desde 2015, quando o indicador subiu 9,9%.

No ano passado, a alta do juro bancário superou o aumento da taxa básica de juros da economia (Selic), definida pelo BC. A Selic avançou de 2% para 9,25% ao ano em 2021, um crescimento de 7,25 pontos porcentuais.

A taxa de 33,9%, registrada no fechamento de 2021, representa o maior patamar para os juros bancários no país desde de fevereiro de 2020. Na época, eles estavam em 34,1% ao ano.

Ainda de acordo com o balanço do BC, o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito subiu 21,8 pontos porcentuais em 2021, passando de 327,8% para 349,6% em um ano.

O rotativo do cartão, assim como o cheque especial, é uma modalidade de crédito emergencial que costuma ser acessada em momentos de dificuldade.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro pulou de 148,9% para 168,5% ao ano entre 2020 e 2021.

Leia também: “Verdades absolutas”, artigo de Alan Ghani publicado na Edição 97 da Revista Oeste





Fonte: R7