Japoneses têm papel de destaque na produção de hortifrútis em Piedade | Nosso Campo

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Sabedoria e conhecimento que passam de pai para filho. Assim, de geração em geração, os japoneses vão tornando ainda mais produtivos os pomares e hortas de Piedade (SP).

O município da região de Sorocaba (SP) recebeu muitos imigrantes e guarda os traços de toda a influência dos japoneses. Eles tiveram um papel relevante no desenvolvimento da hortifruticultura.

Cerca de três mil propriedades rurais são administradas por japoneses. Moradores que começaram a chegar no século passado e viram nestes campos a chance de prosperar.

Toshinori chegou ao município aos 25 anos, com a mulher Michio, os pais e os irmãos de uma cidade da província de Fukushima. No Japão, tinha pouca terra para plantar. Hoje, ele cuida da horta da família, mas, por mais de 50 anos, cultivou frutas. Colhe a tranquilidade de quem fez a escolha certa.

O filho Eiji aprendeu com o pai como cultivar as frutas e hoje uma das principais atividades da família é o cultivo do caqui fuyu. Nas estufas, a produção esperada para a safra é de quatro toneladas da fruta, tudo vendido no Ceagesp em São Paulo (SP).

Michio, de 83 anos, é quem cuida da separação dos caquis. Eles são limpos na esteira, ficam brilhando e, com muito cuidado, são embalados nas caixas.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 18/07/2021)

Japoneses têm papel de destaque na produção de hortifrútis em Piedade
Japoneses têm papel de destaque na produção de hortifrútis em Piedade

Japoneses têm papel de destaque na produção de hortifrútis em Piedade

Tetsuo também faz parte da segunda geração de japoneses em Piedade. Ele herdou do pai toda a determinação que o trabalho no campo exige. Já são mais de 25 anos cultivando hortaliças, boa parte deles no sistema de hidroponia. Por dia, são colhidos mais de 1.300 pés de alface.

Tetsuo se declara um apaixonado por estas plantas, diz que ama o que faz e que isso faz toda a diferença. Ele estudou para entender como elas se desenvolvem e, assim, não precisa usar defensivos químicos.

Surishi acompanha esta paixão do pai pelas hortaliças desde pequeno, mas, antes de trilhar o mesmo caminho, ele decidiu deixar Piedade. Hoje, tudo o que o jovem de 28 anos quer é fazer a diferença no campo.

As estufas da família servem para testes de novas espécies de alface, trazidas de outros países. As sementes de mini alfaces roxas vieram da Holanda, se adaptaram bem e hoje são vendidas para restaurantes da capital.

A família cultiva 17 variedades de alface, de vários tamanhos e formatos, e a nova geração do campo quer ainda mais. Tudo isso, claro, sem esquecer dos valores transmitidos do avô para o pai e do pai para o filho.

Lições que os orientais deixam para quem convive com eles. Maria trabalhou por muitos anos com os japoneses e hoje tem a própria estufa de morangos. Aprendeu muita coisa além do cultivo no campo e a cultura japonesa enriqueceu ainda mais estas terras com os valores cultivados.

VÍDEOS: veja as reportagens do programa



Fonte: G1