Investir na prevenção contra queimadas no campo é alternativa para evitar grandes prejuízos para o produtor rural | Nosso Campo

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Agricultura e pecuária estão lado a lado na propriedade que o Nosso Campo deste domingo (30) visitou no município de José Bonifácio (SP).

O bananal tem 10 mil pés em produção, mas a plantação de seringueira é ainda maior: são 30 mil árvores. Mas o forte mesmo é a criação de angus. A boiada tem 250 animais. O foco é a venda para criadores que estão começando no ramo.

A propriedade tem uma área de 300 hectares. O que chama a atenção é que ela é rodeada por cana de açúcar e essa é uma preocupação. Isso por que, em 2018, a queimada que começou no canavial chegou à propriedade de Renato Ramires Júnior. No ano passado, a cena se repetiu.

Para evitar mais prejuízos, ele já começou um trabalho de prevenção. Os aceiros, que antes tinham cinco metros, foram ampliados para o dobro do tamanho. Equipamentos de combate a incêndios estão sendo comprados. As reuniões com os 16 funcionários têm sido intensificadas.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 23/05/2021)

Investir na prevenção contra queimadas no campo é alternativa para evitar prejuízos

Investir na prevenção contra queimadas no campo é alternativa para evitar prejuízos

As queimadas são mais comuns entre os meses de maio e outubro. No ano passado, neste período, foram atendidas 3.300 ocorrências do tipo, 10% a mais que em 2019. 75% das queimadas foram em canaviais. Esses números representam as fiscalizações feitas em Rio Preto (SP) e em mais 47 municípios do noroeste paulista.

Neste ano, a operação já começou. Todos os dias, equipes vistoriam a zona rural de várias cidades. O major Alessandro Daleck explica que o foco é ensinar os responsáveis pelas áreas formas de se prevenir contra queimadas. Além, claro, das fiscalizações.

A notícia para o produtor rural não é das melhores. Com o clima cada vez mais seco, crescem os riscos de queimadas nos próximos meses. O sítio de Amarildo de Oliveira fica no município de Mirassolândia (SP). Ele nunca teve problema com queimadas, mas já viu muitas nas propriedades vizinhas e diz que agora já sabe como agir quando encontra algum foco de incêndio.

A rua de terra serve como um bom aceiro entre o sítio e a cana. A renda da família vem da seringueira. São quatro mil árvores, produzindo dois mil quilos de coágulo de borracha todos os meses. O Amarildo sabe a importância de se prevenir contra queimadas, pois se o fogo chegar aos seringais, o prejuízo é grande.

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Fonte: G1