Inflação nos EUA vai a 8,3% em 12 meses | Economia

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O índice de preços ao consumidor (CPI), dos Estados Unidos, teve alta de 0,3% em abril, informou nesta quarta-feira (11) o Departamento do Trabalho do país. A janela de 12 meses acumula alta de 8,3%, apenas 0,2 pontos percentuais abaixo do maior patamar desde dezembro de 1981.

A inflação americana teve uma leve desaceleração em relação ao mês anterior. Em março, o avanço havia sido de 1,2%. Mas o mercado esperava freio ainda maior, levando o CPI para 8,1%.

“Os aumentos nos índices de moradia, alimentação, passagens aéreas e veículos novos foram os maiores contribuintes para o aumento de todos os itens com ajuste sazonal. O índice de alimentos subiu 0,9% no mês, enquanto o índice de alimentação em casa subiu 1%”, diz o relatório.

Segundo o Departamento do Trabalho, o peso de energia e alimentos nos preços têm sido relevantes para o resultado da inflação americana. Foi apurado reajuste de 30,3% em energia e de 9,4% em alimentos em 12 meses.

Assim, o recorte da inflação americana que exclui energia e alimentos — chamado o núcleo do CPI — subiu 6,2% na janela anual, com 0,6% de alta em abril. Mas, enquanto alimentos tiveram alta de 0,9%, a energia recuou, puxada por queda de 6,1% na gasolina.

“Índices de tarifas aéreas e veículos novos, assistência médica, recreação, e móveis e operações domésticas aumentaram em abril. Vestuário, comunicação, e carros e caminhões ​​caíram ao longo do mês”, afirma o departamento.

Presidente do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa após decisão do BC dos EUA de elevar os juros pela 1ª vez em 2018 — Foto: Aaron P. Bernstein/Reuters

O Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, decidiu, na semana passada, elevar a taxa básica de juros para o intervalo entre 0,75% e 1% — uma alta de 0,5 ponto percentual. O Fed não fazia uma elevação dessa magnitude desde maio de 2000.

O Fed mostrou preocupação com o curso inflacionário do país, que segue refletindo os desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de energia e pressões mais amplas sobre os preços. Além disso, a autoridade monetária americana anunciou, em conjunto, um programa de venda de títulos para desestimular a economia.

“Apesar da atividade econômica geral ter diminuído no primeiro trimestre, os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas permaneceram fortes. Os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego diminuiu substancialmente”, diz nota do BC americano.

O Fed apontou ainda que monitora as implicações “altamente incertas” da invasão da Ucrânia pela Rússia na economia americana, que renovam as pressões sobre a inflação e pesam sobre a atividade econômica. Cita também que os bloqueios relacionados à Covid na China “provavelmente exacerbarão as interrupções na cadeia de suprimentos”.

Juros mais altos nos EUA elevam a atratividade de se investir na segura renda fixa norte-americana, o que tende a aumentar o ingresso de recursos na maior economia do mundo e, consequentemente, valorizar o dólar frente a outras moedas, como o real.



Fonte: G1